Tivemos um presidente que dizia que governava em nome de Deus e da Pátria. Agora temos um que diz que governa em nome do povo pobre. São inimigos mortais, mas bebem da mesma fonte: intolerância. Quer saber mais?
Uma receita segura para atrair ataques dos membros das tribos da extrema direita e esquerda, os dois rabinhos da curva de Gauss (distribuição normal), é mostrar que seus ídolos supremos são irmãos siameses, aqueles que nascem grudados uns aos outros.
Testei a fórmula em O FIM DA DEMOCRACIA AMERICANA (https://www.linkedin.com/posts/ismar-becker-mentor-consultoria-conselheiro-ceramica-harvard-insead-gestao-mercadointernacional_ismarbecker-polaedtica-ideologia-activity-7380557680106467328-a6TU?utm_source=share&utm_medium=member_desktop&rcm=ACoAAA2bOxcBye2CyN6KPOWtiZwk3L_FHnxMT84) e levei pauladas dos dois lados, mas vou apresentar mais provas neste post.
Qual é a ideologia de um líder que coloca sua ambição pessoal acima das instituições? Que demoniza os que não pensam como ele, dentro e fora do país? Que despreza a verdade, mentindo descaradamente? Que desacredita as instituições como a imprensa, judiciário, parlamento? Que explora o medo, o ressentimento? Que promete a redenção nacional?
Dentro desta linha, veja se as frases abaixo são somente coincidências, ou seguem o mesmo roteiro, mesmo que em lados teoricamente opostos.
Eu acima de tudo: “Acabou, porra! Não vamos admitir que uma única pessoa tome decisão em nome de todos”. “A única explicação para o que me aconteceu foi política: queriam impedir o povo de votar em mim”.
Nós x eles: “Nossa bandeira jamais será vermelha”. “É preciso derrotar o fascismo e o ódio no Brasil”. A imprensa é canalha, inimiga do povo brasileiro”. “O mercado financeiro tenta chantagear o governo”.
Uso mentira: “Quem toma vacina pode virar jacaré”. “Não houve mensalão, foi invenção da mídia. “As urnas eletrônicas não são confiáveis”. “A Lava Jato foi uma quadrilha montada para me destruir”.
Descredito às instituições: “A imprensa mente descaradamente”. “A imprensa me condenou antes da Justiça”. “O STF interfere demais, isso tem que acabar”. “O Congresso é dominado por interesses fisiológicos”.
Exploração de ressentimentos: “Vou libertar o Brasil da velha política e dos corruptos”. “Vamos reconstruir o país destruído pelo ódio e pelos ricos”. “Só eu posso impedir o comunismo no Brasil”. “Só nós podemos devolver dignidade ao povo”.
Um doce para quem adivinhar os autores das frases.
Opções político-ideológicas são como as sexuais do livro Cinquenta Tons de Cinza. Para organizar esta bagunça, David Nolan criou o diagrama que leva seu nome, posicionando os níveis das liberdades pessoais e econômicas. Colocando os dois salvadores da pátria brasileiros, fica claro que eles são antagonistas ideologicamente, mas absolutamente iguais nos comportamentos. Só querem o poder.
De que lado do diagrama você está? Será que não temos uma alternativa fora dos extremos?
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