DIA SEGUINTE – REMAKE 1201

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Por Ismar Roberto Becker

Negação da realidade é uma doença grave. Quer conhecer o que milhões de brasileiros podem fazer para aceitar o resultado das eleições, para não perder 4 anos de suas vidas? No dia 20 de outubro de 2022, postei uma reflexão, onde argumentava que o Brasil não ia acabar após o segundo turno (30/11), independentemente de quem ganhasse. Fico feliz em ter acertado minha previsão, já que estou postando este material no dia 12 de janeiro de 2023 e vocês estão lendo. Nas colunas que escrevo no jornal A Gazeta, de São Bento do Sul, desde 2013, muitas vezes eu desagradei gregos e troianos. Até o final do pesadelo da Nova Matriz Econômica, criei mais desafetos entre os esquerdistas. Carinhosamente me referia a presidenta (como ela queria ser chamada, de presidanta (mistura de presidente com anta). Não foram os seguidores dela que reclamaram, até porque não entenderam o neologismo. Foram as ONGs de proteção aos animais, que disseram que eu estava humilhando a anta. Com o fim do pesadelo progressista (eufemismo para irresponsabilidade fiscal), eu ocupei muitas páginas elogiando as medidas liberais dos governos Temer e Bolsonaro. Já com relação à pauta do negacionismo-terraplanista-olaviano, não economizei críticas. Com isto, por algum tempo desagradei os dois lados. Isto nunca me preocupou porque não escrevo para agradar ninguém, nem tenho pretensões de ser dono da verdade. Meu objetivo é provocar debates e reflexões, respeitando a opinião dos outros, mesmo que discordando dela. No post de 20/10, citei os seguintes trechos do livro “O DIÁLOGO POSSÍVEL – Por uma reconstrução do Debate Político Brasileiro”, de Francisco Bosco: “O debate político brasileiro, no novo espaço público, cujo centro irradiador são as redes digitais, se encontra inflamado, mistificado, agressivo e frequentemente em petição de miséria conceitual”.   “O diálogo possível é o reconhecimento de que nenhuma posição é total e absolutamente verdadeira”.   “Os melhores modelos sociais são aqueles que conseguem equilibrar melhor princípios, valores e métodos egressos de campos ideológicos opostos, tais como liberdade e igualdade, mudança e conservação, direitos individuais e extensa do comum, atuação do Estado e da sociedade civil”.Em 08 de janeiro, assistimos estarrecidos a depredação de prédios públicos por radicais de direita, que foram repudiados pela esmagadora maioria dos brasileiros, bem como líderes estrangeiros. O Brasil vai dar a volta por cima deste triste episódio, como já deu na tentativa de invasão do STF, pelo MST, em 2014. A única coisa que mudou foi a cor das camisetas. A barbárie foi a mesma.Será que a semelhança é mera coincidência?  Ou será que temos radicais dos dois extremos, que precisam ser enquadrados pela lei? #ismarbecker #politica #eleições #economia #negócios #recessão #desenvolvimento #liberdade

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