Estão acabando com a indústria no Brasil. Quer saber quem é o responsável?A indústria de transformação deslanchou no Brasil no governo de Juscelino Kubitschek, quando representava menos de 11% do PIB. Chegou ao pico nos anos 80, com uns 24,5%, e de lá para cá, despencou para o percentual do final dos anos 50. Por que isso aconteceu?O governo Collor foi marcado pelos automóveis. Primeiro porque um Fiat Elba Weekend, comprado com dinheiro de PC Farias, deflagrou seu processo de impeachment. Segundo porque dizia que nossos carros eram carroças, e por isso liberou as importações. O que deflagrou uma onda de investimentos das montadoras já instaladas aqui e a vinda de novas.Além das indústrias que desapareceram com a abertura do mercado (têxteis, por exemplo), três outros fatores contribuíram para a queda da participação da indústria no PIB.Agro: O Brasil passou de importador de alimentos, incluindo carne bovina, para assumir a posição de celeiro do mundo. Os fascistas do agro, segundo o presidente, alimentam os mais de 200 milhões de brasileiros, e outros 800 milhões em outros países.Serviços: Com exceção dos EUA, Alemanha, e China, a participação da indústria de transformação perdeu importância porque os serviços, de todos os tipos, explodiram.Impostos: Talvez pela facilidade de arrecadação, a carga, aliada a complexidade tributária, é maior do que qualquer setor. Mudar esta realidade é um dos objetivos da Reforma Tributária, mas como não teremos redução para uns pagarem menos, outros terão que pagar mais. Como o governo está mais preocupado com pautas ideológicas, é muito provável que esta anomalia continue.Uma das bandeiras do atual governo é a chamada desindustrialização ou neoidustrialiação, como prefere o vice-presidente. Além de ninguém saber como será feito, começamos com o pé esquerdo, com perdão do trocadilho ideológico. Em mais um dos seus rompantes de incontinência verbal, o PR decretou a ressurreição do carro popular, que deverá custar menos de 60 mil reais.Os humanos evoluem aprendendo com os acertos e erros, mas é incrível como os políticos sofrem de amnésia histórica. Vejamos os resultados desta insanidade no passado:- Pé de Boi: em 1965 alguém decidiu que necessitamos de um carro popular. O primeiro foi o famoso Fusca Pé de Boi. Em 1968, saiu de linha.- Fusca do Itamar: A VW tirou o Fusca de produção em 1986. Itamar Franco convenceu a empresa a retomar a produção em 1993. A brincadeira durou 3 anos.Para atender a vontade do “mito da esquerda” foi montada uma operação de guerra, que inclui linhas de crédito a toda cadeia automobilística, reduções de impostos, aumento do índice de nacionalização, e farto financiamento para a venda dos novos pés de boi.Curiosamente, para atender ao capricho do PR, antes mesmo da aprovação do Arcabouço Fiscal, que requer mais arrecadação de impostos para ficar de pé, já foi aberto mais um saco de bondades “POPULISMO ”.Você acredita que o carro popular emplaca?#ismarbecker #industria #Brasil



