No mundo VUCA manter o negócio não é mais suficiente. É necessário transformar. Quais são as características do líder transformacional?
– Visão sistêmica:
Produção, financeiro e vendas têm visões diferentes, às vezes conflitantes, do negócio. O líder, que veio de uma destas áreas, tem que romper as barreiras destes silos. Suas decisões devem ser transversais.
O foco deixa de ser eficiência local e é coerência do sistema.
– Generalistas:
Embora profundos conhecedores de uma área da empresa, dominam os fundamentos das outras, além de delegar predominância das outras quando necessário.
O papel central não é executar melhor, mas permitir que outros decidam melhor.
– Foco no Futuro:
Respeita o legado, mas não deixa o “sempre fizemos assim” dominar. O sucesso do passado não justifica os erros do presente, nem garante o sucesso do futuro, já dizia meu saudoso pai.
Não protegem estruturas. Não defendem territórios. Não confundem experiência com verdade.
– Influenciam, não mandam:
Sem deixar de lado a autoridade, convencem pares para sua linha de ação, têm coerência entre teoria e prática, ouvem opiniões contrárias.
Autoridade formal é substituída por confiança intelectual e moral.
– Assumem riscos além da função:
Não são bloqueados pela desculpa: Isto não é da minha área. Sem quebrar a governança, avançam na tomada de decisões.
Não procuram culpados pelos erros. Perguntam onde o sistema falhou.
O principal déficit da liderança não é técnico. É decisório, sistêmico e político.
O líder transformacional pensa além da função, rompendo com feudos, personalismo, medo de conflito, governança cosmética.
Você ocupa uma função — ou assume responsabilidade pelo todo?
Fonte: “Transformational Leaders Think Beyond Their Funtion” – RusselReynolds Associates.
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