A China não é uma história de sucesso linear, mas de crescimento forçado, repressão crescente e risco permanente de colapso sistêmico, escondido sob camadas de propaganda. Quer saber por quê?
A avaliação acima é de Frank Dikötter, holandês, que viveu nos últimos 20 anos em Hong Kong, autor de vários livros sobre a China Comunista. Vamos ver o que ele aprendeu neste milagre econômico, apoiado em pilares frágeis.
XI JINPING: é um ditador marxista, como Stalin, verdadeiro homem das cavernas marxista. Enxerga o mundo dividido entre socialismo e capitalismo, odiando o segundo. Exerce total monopólio de poder.
QUATRO PONTOS CARDEAIS: Marxismo (Estado controla meios de produção); Leninismo (centralização do poder); Maoismo; ditadura do proletariado.
ECONOMIA: é marxista porque controla os setores-chave da economia (banco, energia), além de interferir quando vê ameaça (sistema, educação, big techs).
RELAÇÕES TRABALHO: pratica um apartheid trabalhista, com 40% da força de trabalho (300 milhões de pessoas) vivendo como imigrantes ilegais dentro do seu próprio país, sem direitos sociais, saúde, previdência, sindicatos.
PILARES CRESCIMENTO: esgotou os modelos da infraestrutura (autoestradas, ferrovias, aeroportos); da construção civil (milhões de imóveis desocupados) e, agora, da fábrica do mundo (não pode crescer mais).
ENDIVIDAMENTO: a dívida passa dos 200% do PIB. Ferrovias têm uma dívida de 900 bilhões de dólares. Abusou do uso ineficiente dos recursos estatais.
LIBERDADE: líderes aprenderam com a Revolução Cultural que nunca pode dar poder ao povo. A última tentativa foi massacrada na Praça da Paz Celestial. O poder está na mão de uma máfia corruPTa.
A somatória destas características levará ao colapso do modelo pelas suas contradições internas. Para o desespero dos órfãos da URSS, que agora adoram o tigre dourado mandarim, não usarei argumentos de Hayek em O Caminho da Servidão, mas de dois esquerdistas conhecidos.
– Slavoj Zizek: “A China não superou o capitalismo. Ela o levou à sua forma mais obscena, sem liberdade, sem democracia, sem ilusões”. “O Partido substituiu o mercado como novo opressor”.
– Daron Acemoglu, em Why Nations Fail, “A principal causa do sucesso ou fracasso econômico dos países está na qualidade de suas instituições políticas e econômicas”. “As instituições extrativas, como a China Comunista, concentram poder e riqueza em elites, que suprimem a livre iniciativa, desincentivam a inovação e promovem a dependência estatal”.
Será que é por estas características que o primeiro casal solicitou ajuda ao Xi Jinping, para implantar a censura no Brasil?
Fonte: “Caveman Marxists: Frank Dikötter On Whether China is a Fiery Dragon or a Paper Tiger” – Good Fellows – Hoover Institution; “China After Mao: The Rise of a Superpower” Frank Dikötter”; “Xi Jinping’s paranoid approach to AGI, debt crisis & Politburo politics – Victor Shih” – Dwarkesh Patel.
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