PRESIDENTE PATO MANCOTrês perguntas que não querem calar: o mandato do presidente já começou? Começou a terminar ou já terminou? Quer conhecer alguns indícios para responder estas perguntas?Era uma vez, um tempo em que sabíamos quando um mandato de um presidente começava e acabava. No Brasil, esta regra teve muitas exceções, já que desde 1930, tivemos um que não começou (Washington Luiz); um que terminou com o suicídio (Getúlio Vargas); um por renúncia (Jânio Quadros); um por uma autodenominada revolução (João Goulart); um que governou depois de morto (Costa e Silva), e dois por impeachment (Collor e a ensacadora de vento).Temer, que a sucedeu, legalmente ficou até o fim, mas depois de uma conversa com o petralha, não mandou mais nada, só cumpriu tabela. Vamos ver como é cada etapa:LUA DE MEL – Nos primeiros 3 a 6 meses, tem a chamada lua de mel. Uma espécie de carência que os eleitores, congresso e imprensa dão. Todos sabem ou deveriam saber, que entre as promessas da campanha e a dura realidade da gestão, existe uma enorme diferença. O prefeito de uma cidade vizinha definiu como estratégia basculante ou caçamba.Durante a campanha, promete tudo, aceita todas as reivindicações, os pedidos de cargos e joga na caçamba. Quando ganha a eleição, levanta a caçamba e esquece o que prometeu.COMEÇA O JOGO – Quando a lua vai desaparecendo e o mel acabando, cai a ficha que a campanha terminou, tem que descer do palanque e começar a trabalhar. Nesta fase, o povo, aqueles que votaram a favor e, principalmente os que não votaram, começam a cobrar a conta da estratégia da caçamba. O Congresso, que já não tem mais mel para se lambuzar, começa a levantar a voz, o que deflagra a reação da imprensa, que adora sangue, para colocar nas suas manchetes.FIM DO MANDATO – Desde que a desgraça da reeleição foi aprovada, somente o último presidente não se reelegeu. Não foi o seu opositor que ganhou, já que uns 20% dos 50,90% que teve, não foram a favor dele, mas contra o outro. Quando não havia reeleição, nem cafezinho o presidente recebia nos últimos meses de mandato.O FIM EM 99 DIAS – Antes da posse, não tanto porque o anterior escafedeu-se para os EUA, o futuro presidente teve diversas crises de incontinência verbal, que os críticos já chamam de diarreia. Começou decretando uma grande boca livre, dizendo que não existem despesas, só investimentos. Dobrou a aposta acusando os empresários de não trabalhar (logo ele que não exerce nenhuma profissão produtiva desde 1964). Triplicou a aposta ao mandar esquecer os livros de economia, até três fatídicos eventos entre 21 e 23/03. Primeiro disse que “só pensava em f… o Moro”, depois a PF desbaratou um plano do PCC para matar Moro, como o PR decretou que “é visível que é uma armação do Moro”.E AGORA LUÍS? Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida, diz um velho provérbio. Você tem dúvidas de que ao falar besteira, ele lançou uma flecha contra ele mesmo, perdendo oportunidades de ficar calado?#ismarbecker #Brasil #economia #crescimento #mercado



