É possível você ser atacado por coletivistas de esquerda e negacionistas direita? Quer conhecer a história de como isso está acontecendo comigo?
Em três anos de publicações diárias no LinkedIn, fui taxado de nazista por uns, e de comunista por outros. Como os extremistas dos dois lados rezam da mesma cartilha (fim da liberdade de expressão), não me importei.
As críticas passaram para outro nível com duas ações:
– Cancelamento coletivista: em uma ação coordenada por alguns catedráticos doutrinadores, o LinkedIn foi bombardeado de denúncias. O algoritmo, que só vê números, suspendeu minha conta. Levei seis semanas, até receber um e-mail, confirmando que nenhuma das minhas publicações feriu as Políticas para as Comunidades Profissionais.
– Cancelamento pseudoliberal: fui convidado para participar com artigos, em um grupo que se define como liberal. Apesar de alguns membros não conhecerem bem os princípios do Liberalismo, aceitei. Logo em seguida, fui desconvidado. Segundo alguns, eu teria escrito textos ou feito comentários de esquerda. Resumindo, sou muito de direita para a esquerda, e muito de esquerda para a direita. Devo ser uma espécie de ornitorrinco ideológico.
No livro “Biografia do Abismo”, os autores defendem a tese de que a polarização se transformou em uma CALCIFICAÇÃO. O eleitor não faz mais uma avaliação racional dos seus dois ídolos políticos. Eles passam a ser parte da sua identidade. A eleição termina, mas o conflito LULANARO continua. Nesta calcificação, se você não concorda/defende tudo o que o “B” faz está com o “L”, e vice-versa.
Eu me incluo nos 2% dos LIBERAIS SOCIAIS, que decidiram a última eleição presidencial, sem o meu voto. Fui desconvidado do grupo liberal (sic!) por não concordar com a teoria da manipulação das urnas.
No sensacional “O Diálogo Possível”, a autora nos ensina que as nos regimes acreditam na engenharia social total, através da dominação permanente de todos os indivíduos em todas as esferas da vida. Por isso que os nazistas não se abalaram com os crimes de Hitler, e os comunistas com os de Stalin. O fim (mundo ideológico fictício) justifica os meios (supressão, liberdade). Qualquer rejeição das evidências claras de corrupção nos dois ídolos brasileiros, não é mera coincidência.
Em “Sociedade Aberta e seus Inimigos”, o filósofo Karl Popper escreveu: a tolerância ilimitada leva ao desaparecimento da tolerância. Se estendermos a tolerância ilimitada mesmo aos intolerantes, e se não estivermos preparados para defender a sociedade tolerante do assalto da intolerância, então, os tolerantes serão destruídos e a tolerância com eles”.
Até quando vamos tolerar que intolerantes ameacem a tolerância no Brasil?
Leia mais: https://guiadoestudante.abril.com.br/atualidades/o-que-e-paradoxo-da-tolerancia-e-como-ele-pode-ser-usado-na-redacao/.
Fontes: “Biografia do Abismo” – Felipe Nunes e Thomas Traumann”; “O Diálogo Possível – Por uma reconstrução do debate público brasileiro” – Francisco Bosco.
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