COMUNISTA – ISENTÃO – FASCISTA

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Por Ismar Roberto Becker

Estas parecem ser as categorias ideológicas no Brasil. Você deve estar na esquerda ou na direita radicais. Mas há alternativa para esta divisão que está destruindo o país.

O Brasil está dividido entre dois extremos populistas, personalistas e excludentes. De um lado, o estatismo coletivista identitário da esquerda. Do outro, o discurso pseudoliberal, conservador, messiânico da direita. Apesar do discurso distinto, os dois convergem em:

  • Fidelidade canina ao líder;
  • Supressão da liberdade individual ao Estado ou à Religião/Causa/Família.

Analisar as causas deste paradoxo, e possíveis soluções, é o tema da minha palestra no Fórum de Liderança e Liberdade, dia 12 de setembro, em Joinville, SC: MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA LIBERAL BRASILEIRO.

Desde a eleição de 2018 vivemos o Pêndulo de Schopenhauer, variando entre intervencionismo estatal e uma aventura populista que se diz liberal, mas é conservadora. Ambos fragilizam instituições e direitos.

Como estudante da UnB no regime militar, tinha que ser esquerdista. Depois de ver a cerca que separava a Alemanha, fui ao outro extremo, até aprender que receitas simplistas não resolvem. Aprendi na gestão no Brasil, Irlanda e Alemanha, no comércio internacional, que liberdade econômica, responsabilidade individual e instituições fortes são pilares. Utopias dos extremos devem dar lugar ao realismo liberal.

A polarização é resultado da manipulação de dois indivíduos que conhecem bem como fidelizar seguidores. Entre outros, estimulam sintomas como:

  • Efeito Dunnig-Krüger: quem pouco domina economia, política ou ciência subestima competências e assume certezas. Os mais preparados se calam. É o domínio da estupidez.
  • Dissonância Coletiva: desconforto quando fatos entram em conflito com crenças. Negar o desastre da Nova Matriz Econômica ou preferir cloroquina à vacina é tolerado porque foi do “meu” governo.
  • Caverna de Platão: cada grupo vê sombras projetadas pelo líder de sua bolha, nas redes sociais. Sair exige argumentos, aceitar a realidade e enfrentar a tribo.

A soma dessas causas gera superestimação da ignorância, autojustificação dos erros do grupo e vida em bolhas. Os líderes manipulam isso para manter o poder.

Duas ideias podem ajudar a romper bolhas:
Gestão Polaridades: nem todos os problemas se resolvem com “ou/u”. Diferenças entre tradição e inovação, Estado forte x Mercado livre, podem ser reduzidas gerindo-as, não eliminando-as.
Paradoxo da Tolerância: se tudo for permitido, quem quer destruir a liberdade impõe teses. É preciso ser intolerante com a intolerância absoluta, de direita ou esquerda.

O Brasil precisa ser refém dos extremos?

#ismarbecker #política #ideologia #polarização #radicalismo #Liberalismo

 

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