Recordar é viver e aprender. Quer me acompanhar em uma recordação de um grande erro que cometi?
Fui candidato a prefeito em 2020, sem nunca ter sido candidato a nada. Na primeira pesquisa, tinha 2% de intenção de voto. Concorria com o prefeito que ia à reeleição, e com um médico que tinha perdido a eleição anterior por 140 votos.
Depois de uma campanha com seis candidatos, prejudicada pela Covis, tive 23,7% dos votos. Aqui entre nós, foi muitíssimo mais do que imaginava. Como convenci 9.776 pessoas a votar em mim, por que não passei disto?
Para responder a estas duas perguntas, resolvi conversar com apoiadores, opositores, além de rever alguns materiais. Um deles foi uma entrevista na Univille, onde me formei e lecionei. Para os que tiverem paciência, ela está disponível no YouTube. Vejam a minha avaliação, baseada nas lições de Aristóteles no livro Retórica, sendo a arte de persuadir. Ele nos ensina que um discurso tem três pilares:
LOGOS: lógica, razão. Argumentos baseados em fatos, estatísticas, exemplos históricos. Como a entrevista era para uma universidade, forcei neste pilar. Como lecionei lá, tenho dúvidas se o público captou a mensagem.
ETHOS: caráter, credibilidade. Como não tinha rabo preso, não tinha exercido nenhum cargo público, e pela minha carreira de executivo, e empreendedor na cidade, passei bem neste quesito. Pelo menos não tinha rejeição.
PATHOS: emoção, empatia. Seguramente foi meu ponto falho. Por criticar populistas, me policiei para não parecer um deles. O problema é que se você não chegar ao coração do eleitor, mesmo mentindo, muitos não vão entender.
Usando mais o logos e ethos, sei os erros que cometi. Não consegui avaliar como me sentiria se tivesse abusado de pathos, que em política pode ser traduzido por mentir.
O que você faria diferente em uma campanha para prefeito?
Fonte: Minha frustrada, ou nem tanto, campanha política em 2020.
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