O começo do fim das empresas familiares está na falta de alinhamento em pontos-chave para acomodar questões de potencial conflito. Quais seriam?
Na semana passada, no post “Causa Mortis Empresas Familiares” (https://www.linkedin.com/posts/ismar-becker-mentor-consultoria-conselheiro-ceramica-harvard-insead-gestao-mercadointernacional_ismarbecker-empresafamiliar-sucessao-activity-7361351112605466626-9GUV?utm_source=share&utm_medium=member_desktop&rcm=ACoAAA2bOxcBye2CyN6KPOWtiZwk3L_FHnxMT84) listei cinco pontos nos quais é fundamental ter um alinhamento entre os membros da família: Valores; Governança; Conselho; Parentes Políticos e Sucessão. Esta é uma lista abrangente, mas não completa. Fui cobrado para relacionar outras bombas-relógios prontas para explodir. Aqui vão mais algumas. Apertem os cintos.
- Gestão de Conflitos Estruturada
Conflitos de estilo, de interesses, de concorrência, pessoais são inevitáveis. O normal é que sejam varridos para debaixo do tapete, na esperança de que acabam sendo esquecidos. Alguns podem até desaparecer, mas a maioria vai ficando em um balde que, de uma hora para outra, com algo insignificante, pode transbordar.
Para mitigar os efeitos destes conflitos, é necessário definir mecanismos formais (mediação, conselhos, arbitragem), para evitar que contaminem o negócio.
- Comunicação Transparente
Comunicar é fundamental, mas deve levar em conta as competências, e experiências dos familiares em cada um dos três círculos. Linguagem ajustada a cada público, com total transparência, é fundamental, sempre mantendo em aberto um canal para dirimir dúvidas pessoais.
- Profissionalização com Identidade
Ser da família não habilita ninguém para ocupar um cargo de gestão. Não ser da família, mesmo com um excelente currículo, também não. Além da competência técnica, é fundamental conhecer e praticar a cultura da família no negócio. Sem isto, a empresa perde a “alma”, profissionais, clientes e fornecedores.
- Responsabilidade Social e Legado
Reputação, práticas internas e na sociedade transcendem as gerações. Fazem parte do negócio. Devem ser lembradas pelos familiares e aprendidas pelos executivos profissionais. Tem um custo, que pode ser maior se abandonado.
Você conhece exemplos de sucesso ou fracasso de empresas familiares que seguiram, ou deixaram de seguir estes princípios?
Fonte: “Family Business Values: How to Assure a Legacy of Continuity and Success” – Craig Aronoff e John Ward.
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