Tudo tem começo, meio e fim. Todos sabemos disto, mas fica mais difícil aceitar o nosso fim, especialmente o fim do poder. Quer saber como este sentimento está comprometendo o futuro do Brasil, seu e da sua família?
OUTONO DO PATRIARCA
Empreendedores e políticos têm algumas coisas em comum. Ter e vender sonhos, não necessariamente nesta ordem, é uma delas. A outra é a crença na infalibilidade e na imortalidade. Os outros erram, os outros morrem, eu não.
Este é o enredo do livro Outono do Patriarca, de Gabriel Garcia Marques. Temos muitos exemplos na América Latina, quase todos já mortos. No Brasil, temos uma jabuticaba (fruta que só dá aqui) sendo o legítimo sucessor do General Buendia, de Garcia Marques, que se recusa a morrer politicamente.
VENDENDO SONHOS
O principal mantra dos progressistas é prometer um mundo melhor. Desde 1917, a história nos ensina que a entrega deste sonho é como o horizonte. Por mais que você ande, ele sempre estará à mesma distância. Todas as experiências acabaram em mortes e fome.
O empreendedor que descobre uma oportunidade de negócio muitas vezes não percebe que um concorrente está fazendo algo melhor ou mais barato. Para enfrentar a concorrência, ele dobra a aposta.
A história de sucesso político (ganhou cinco eleições presidenciais), do partido dos trabalhadores que não trabalham, se confunde com o fundador do partido. Na verdade, ele é muito maior do que o partido, que vai “Iuguslavizar” quando ele se for.
Nas últimas eleições municipais, ficou claro que ele não percebeu que não basta ficar cobrando a conta do Bolsa Família e outros benefícios, pagos com os impostos, mas que ele diz que é presente seu. O povo tem memória curta, além de sonhos crescentes.
HORA DA VERDADE
Talvez por estar sofrendo a síndrome do trapezista, que deve fazer os outros acreditarem que ele voa, aposto em dobrar a aposta do “gasto é vida”. Mesmo sua pupila (sic!) tendo quebrado o país com a Nova Matriz Econômica, antes de assumir, ele deixou claro que gastaria o que fosse necessário para continuar comprando os eleitores.
Esqueceu, contudo, que os eleitores querem novos sonhos e que o país aprendeu com o desastre dilmistico. Parece que a ficha caiu na semana passada, com o dólar se aproximando de 6 reais. Pobre não se importa com o dólar, mas com o aumento da picanha, exportada em dólar. Temos dois cenários até as próximas eleições:
SER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃO?
Seguramente, o demiurgo de Garanhuns não leu Shakespeare, mas está com o mesmo dilema de Hamlet. Lulamet tem duas alternativas, do tipo Escolha de Sofia ao contrário:
– Dobrar a aposta: ficar com os ministros progressistas, inundando o país com Bolsas de todos os tipos. À esquerda da raiz vai à loucura. As consequências serão: dólar, juros e inflação nas alturas; renúncia dos ministros com noções básicas de matemática; reeleição quase perdida, se não for afastado antes.
– Usar o bom senso: seguir o beabá da economia, desarmar a bomba fiscal, terminar o mandato como um pato manco, ir para casa em 2027. Não menos importante, para ele, perderá apoio junto aos progressistas, afetados pela negação da realidade.
Qual é sua aposta? O que fará o Patriarca?
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