Nas últimas décadas, a China tornou-se a fábrica do mundo, destruindo setores produtivos inteiros de muitos países, inclusive no Brasil. Quer conhecer uma exceção brasileira?Até os anos 80, a produção de cerâmica de mesa (pratos e xícaras) era basicamente local (nacional). A visita do presidente americano Nixon à China (1972), consolidou a estratégia de que a integração econômica da China no mundo transformaria o país em uma democracia liberal, como temos no Ocidente.Hoje sabemos que isto foi uma aposta errada, que a pandemia ajudou a frear. O maior e mais grave, resultado da abertura dos mercados mundiais foi a literal devastação de setores produtivos inteiros, na Europa e na Américas, sendo a cerâmica um deles.O Brasil não foi exceção e, até 2014, caminhávamos aceleradamente para a extinção do setor, já que as importações da China representavam uns 60% do mercado brasileiro. Isto mudou com a imposição de uma tarifa Antidumping em 2014 e sua renovação em 2020, dos quais participei redigindo as mais de 500 páginas de petições para comprovar as práticas anti comerciais chinesas. Neste período, a produção nacional e o número de empregos mais do que dobrou.Um destaque foi a entrada da Tramontina no setor, com instalação em Pernambuco, mais uma planta de produção de porcelana com tecnologia de ponta. A Beckter Transfers, da qual sou sócio e CEO, tem o privilégio de fornecer as decalcomanias para a decoração das porcelanas da Tramontina.Na última semana, visitei a T Store da Tramontina em Campinas, e pude confirmar a excelência da nossa porcelana. Foi uma alegria trocar ideias com a Carina Silva, Mileny Nogueira e a Angela Esperança, que em pouco tempo, já aprenderam como vender a nova linha. Nada como encostar a barriga no balcão para ouvir o cliente e o consumidor final.Você conhece algum outro setor industrial que ressurgiu com uma Fênix das cinzas da desindustrialização? #ismarbecker #Tramontina #Carreiras #Motivação #Gestão #mercado #vendas #inovação #negócios #estratégia #porcelana



