BURACOS NEGROS SÃO RACISTAS.Um ministério do (des) governo que já foi qualificado de circo, arca de Noé ou metamorfose ambulante, está desagradando à direita (óbvio), mas também a esquerda (curioso).No governo anterior, tínhamos uma ministra que falava com Jesus em cima de uma jabuticabeira, e um ministro de Educação que falava portunhol. Neste temos uma que diz que 130 milhões de brasileiros passam fome, além de uma que decretou que “buracos negros” e “denegrir” são palavras racistas. Foi longe demais. Parece até que o supremo líder não gostou. Qual seria a fonte desse delírio? A esquerda tem uma grande coerência: aceita qualquer coisa contra a direita, ou liberalismo, como preferem alguns. A seita da ministra de Igualdade Racial defende:1. PÓS-COLONIALISMO: acabar com o legado cultural, político e econômico da época do colonialismo e imperialismo europeu. Vingar os descendentes dos opressores, transformando-os em oprimidos. 2. PÓS-MODERNISMO: acabar com a racionalidade Iluminista. Tudo é relativo, dependendo da pessoa. Daí vem o “todes”. 3. TEORIA CRÍTICA DA RAÇA: raças não são definidas pela biologia, mas por uma invenção cultural para oprimir. 4. INTERSECCIONALIDADE: sobreposição de desigualdades dos oprimidos. Nesta visão a irmã assassinada da ministra era oprimida por ser negra, mulher e por sua opção sexual.A grande ironia é que estas bandeiras não são de Marx nem de Gramsci (marxismo cultural). Um dos seus pais foi o filósofo francês Foucault, que era admirador dos economistas liberais Mises e Hayek.O maior legado que esta seita deixou, até agora, foi alimentar grupelhos de extrema-direita, que argumentam, não sem certa razão, que o objetivo de toda esquerda, aqui sem razão, quer acabar com a civilização ocidental.Como trabalho com cores, quero esclarecer a ministra que negro é sinônimo de preto, que a ausência de cor. Buracos negros são uma região do espaço-tempo em que o campo gravitacional é tão intenso que nada — nenhuma partícula ou radiação eletromagnética como a luz — pode escapar. (Wikipédia). Já denegrir, vem do Latim, e significa manchar a reputação de alguém, de qualquer raça.Até quando vamos tolerar essas ameaças ao modelo social onde vivemos, que usa a democracia para implantar um sistema autoritário? Fonte: “The Identity Trap — A Story of Ideas and Power in our Time” — Yascha Mounk.#ismarbecker #ideologia #racismo #politica #liberalismo #socialismo



