Alguns acreditam que o Brasil vai acabar no início de 2023. Que ver por que não? Vivemos uma situação política surreal após as eleições, com três componentes bizarros:- Resultado: Um lado perdeu, mas não aceitou (nem aceitará) o resultado. O outro ganhou, mas não levou (nem lavará) o que queria. – Dia seguinte: O presidente renunciou (na prática) do mandato e das mídias sociais, que era sua ocupação preferida. O futuro presidente parece que herdou a capacidade do atual de falar besteiras, tumultuando a economia.- Estelionato eleitoral: Para quem prometeu mudar tudo no país, começar apoiando a reeleição de Artur Lira para presidente da Câmara, além de fazer os mais extremistas morderem o traseiro, é o começo do fim do seu governo da utopia igualitária. Muita calma nessa hora. Não parem a leitura por aqui, daqui a pouco começam as boas notícias para a grande maioria dos brasileiros que sabem que nem a utopia (sonho de impossível) quando a distopia (pesadelo do possível) irá prevalecer no Brasil. Uma grande parte dos eleitores (estimo uns 40 a 50%) votou em um, porque não queria que o outro candidato ganhasse. Poucos acreditaram nas promessas de tornar o Brasil um país da completa felicidade e na harmonia entre os cidadãos (Utopia), ou na miragem de um estado totalitário, organizado de forma opressora, eliminando os opositores (Distopia). Desde as eleições estamos assistindo a dois cenários interessantes. Os distópicos tentaram parar o país, bloqueando estradas, além de estar acampados em frente aos quartéis, sonhando com uma intervenção que não virá. Os utópicos, tirando a desastrosa manifestação do futuro presidente de mandar a responsabilidade fiscal para as cucuias, estão assistindo pasmos serem deixados de lado na divisão do butim de cargos e verbas. A cada dia é prometido mais um ministério para abrigar um “cumpanheiro” ou algum cristão novo. Vamos ver porque isto é bom, dentro do possível e com uma grande dose de otimismo?O cenário distópico de virar uma Hungria, Rússia, ou Turquia foi derrotado. Será que o cenário utópico de nos tornarmos uma Argentina, Venezuela e Nicarágua tem alguma chance de se tornar realidade? A resposta é NÃO, para o desespero dos radicais utópicos e distópicos. O leão utópico, que rugiu forte depois das eleições, passadas meras cinco semanas, está mais para gatinho ronronando para formar uma base mínima de apoio no Congresso. Pediu um cheque em branco de mais de R$ 200 bilhões, acima do teto dos gastos, para os quatro anos do mandato. Pode ganhar (atenção para o pode!) R$ 198 bilhões para 2023, mas descontadas as verbas prometidas pelo presidente ausente para tentar se reeleger. Isto deve ser um fato inédito na história política mundial. O ganhador terá que pagar as contas do perdedor. É versão legal (não moral) do mensalão e do petrolão. Com tudo o que aconteceu desde o dia 30/10, qual é o seu cenário para o Brasil nos próximos quatro anos? #ismarbecker #economia #inflação #recessão #politica #exportações



