BRASIL NA ENCRUZILHADA – CRESCE OU AFUNDA

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Por Ismar Roberto Becker

Juros estratosféricos, real forte, ativos desvalorizados, expectativa de virada política. Como investir em um cenário assim?

Duvido que alguém tenha a resposta para esta pergunta, mas o Ruy Alves (Kinea) e o Zé Rocha (Dhalia) chegam muito perto. Os argumentos deles são para os que conhecem história e dominam as quatro operações, principalmente somar e multiplicar. Por isso, não recomendo a leitura aos que, desde 2002, só subtraíram e dividiram. Vamos aos cenários para 2026.

CICLOS ECONÔMICOS

A combinação de dólar e ativos mundialmente desvalorizados, com mudanças políticas, significa bolsas subindo. Combinado com a possibilidade de um governo minimamente responsável, provocará a queda dos juros e um boom da bolsa. Este foi o filme de 2002/03, 2008/09 e 2015/16.

CICLOS HISTÓRICOS

No livro The Fourth Turning, Strauss e Howe defendem que a história não se move linearmente, mas em ciclos, compostos de estações, que estão relacionados com a vida das pessoas.

O Brasil está na quarta Estação, que começou com as manifestações de 2013, passou pela Lava Jato e o colapso fiscal da Nova Matriz Econômica. Isto provocou a perda de credibilidade nas instituições e uma polarização maniqueísta (nós x eles).

Hoje estamos no estágio do clímax, com o país dividido em tribos, governo sem rumo, mídias sociais insuflando crises, à beira de um colapso fiscal, estado ineficiente, falência da segurança pública na maioria do país.

CICLO ELEITORAL

Entramos na última parte do quarto ciclo, com o impeachment da presidenta. A combinação da pandemia, com uma seca terrível, aumento do petróleo devido à invasão da Ucrânia, combinado com um presidente inepto (avaliação minha, não dos entrevistados), interrompeu a reconstrução da nova ordem.

Com a polarização do país, a eleição presidencial será disputada, mas com um Zeitgeist (Espírito do Tempo) centrado na melhoria de vida pelo esforço, não por benesses do governo, e pela segurança. O discurso da desigualdade e distribuição (ricos x pobres) perdeu força. A teologia da libertação foi substituída pela do crescimento e superação.

Last but not the least, apesar da inflação caindo, crescimento econômico e desemprego baixíssimo, presidente tem entre 3 e 5% de taxa de aprovação negativa, quando necessitaria uns 5% positiva. Um percentual adicional, não medido, são os eleitores que dizem: chega do mesmo. Queremos algo/alguém novo.

O Brasil vai quebrar o ciclo e reconstruir uma nova ordem em 2026?

Fonte: “Cenário para investimentos 2026 com Ruy Alves e José Rocha (Dhalia) – Os sócios podcast, The Fourth Turning – William Strauss e Neil Howe.

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