Os juros ficaram mais altos por tempo maior do que o previsto. Quer saber por quê?
Os juros de 15% ao ano foram aprovados por unanimidade dos 9 membros do Copom, dos quais 7 foram indicados por este (des) governo. Será que eles querem acabar com o Brasil, estão fazendo fogo amigo em quem os indicou ou seguem as regras da economia? Vamos ver os argumentos.
– Persistência da inflação acima da meta.
– Efeitos dos aumentos já feitos ainda não fizeram efeito.
– Expectativas de inflação estão desencontradas e com viés de alta.
– Riscos fiscais e políticos. Leia-se: Gasto é Vida.
– Atividade econômica resistente.
Traduzindo para português: os juros devem ficar em dois dígitos até o fim deste (des) governo.
Os primeiros anos da experiência progressista no Brasil foram positivos, principalmente por aproveitar o boom de commodities para acumular reservas externas. Isto baixou a taxa de juros em uns 10 pontos porcentuais. Quando o Aiatolá de Garanhuns aprendeu o caminho do caixa, começou a derrocada, acelerada pelo crime da Nova Matriz Econômica. Os números entre 2006 e 2013 não mentem.
– A economia cresceu 30%.
– Os salários cresceram 40%.
– Demanda subiu 42%.
– Ebitda das empresas caiu de 27% para 16%.
– Inflação de serviços subiu de 3% para 9%.
– O saldo balança comercial caiu de um superávit de 8% do PIB para um déficit de 2,5%.
A fórmula para calcular o estrago é simples: Inflação alta = salário subindo mais que produtividade + demanda subindo acima do crescimento econômico + déficit na balança comercial.
Vamos ver as consequências de brincar com os juros. Em 2011, os juros estavam de 11,75% e a inflação em 6,50%. No ano seguinte, baixa dos juros na marra para 8,5%. Em 2017, a inflação estava em 13,25%, e iria explodir se não fossem as medidas tomadas por Temer.
Ninguém gosta de tomar remédio, quanto mais injeção, mas são eles que curam a doença. Com as medidas populistas eleitoreiras, o combustível é suficiente para a inflação continuar alta pelo menos até o final de 2026. Isto nos leva a dois cenários:
– Manutenção de juros altos: o Banco Central continua a cumprir seu papel (inflação na meta), compromete o investimento e o consumo, que limita o crescimento econômico, podendo causar uma recessão. Este é o cenário de naufrágio (afundar).
– Baixa forçada dos juros (modelo Bendini): os exemplos da Turquia e Argentina, nos ensinam que uma redução política dos juros leva a uma espiral de aumento de inflação, desancoragem das expectativas, fuga de capital, desvalorização do dólar e, na pior dos cenários Dominância Fiscal, quando ninguém mais compra títulos do governo. Aí o país explode, com o (des) governo.
Qual o cenário em que você aposta?
Fontes: Selic, inflação e o Futuro da Economia Global, Fabio Kanczuk, Money Times; O País dos Juros Altos: Por que a Selic está Tão Alta e qual a Tendência para os Próximos Anos?, Samuel Pessoa, Seu Dinheiro.
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