BRASIL – ARGENTINA – ALEMANHA 2011

Foto de Por Ismar Roberto Becker
Por Ismar Roberto Becker

Muitos ainda acreditam que o Brasil corre o risco de virar uma Argentina. O que pode acontecer, contudo, se seguirmos o caminho da Alemanha? A inflação é causada por dois fatores: desequilíbrio entre oferta e demanda, excesso de dinheiro (crédito ou injeção direta) no mercado. Após a pandemia, agravado pela invasão da Ucrânia, a inflação mundial subiu para o maior nível dos últimos 40 anos. Pior do que isso: a maioria dos países europeus ainda não atingiu o pico do aumento, além de estarem alimentando a inflação com um verdadeiro tsunami financeiro.Dentro deste cenário, o país que está pior na fotografia é a, até pouco tempo, imbatível Alemanha. Para descrever a situação deles empresto uma expressão da minha bisavó: Quanto maior o pinheiro, maior o tombo. Por que a situação da inflação da Alemanha é muito pior do que muitos países desenvolvidos? O economista alemão Hans-Werner Sinn faz uma analogia com um fósforo e uma fogueira.  Três fósforos foram colocaram fogo na fogueira: a) Inflação de oferta: Falta de mercadorias (consumo final) e insumos (indústria);b) Explosão dos preços do gás e petróleo russo, que teoricamente poderia ser temporário, mas não é;c) Inflação de demanda: consumo desenfreado gerado pela injeção de dinheiro e crédito no mercado pelo governo, na pandemia.O que pode tornar a fogueira acesa pelos três fósforos acima, um enorme incêndio estagflacionário (recessão com inflação alta) é a manutenção das maciças injeções de dinheiro (subsídio combustíveis, complementação de renda, entre outros) para mitigar os efeitos da perda do poder aquisitivo da população). Aí é que temos uma convergência da Argentina com a Alemanha. O remédio (sic!) usado na Argentina (gastar sem limites) está sendo usado (em dose menor) na Alemanha. Alguém vê alguma semelhança do cenário alemão com as desastradas declarações do futuro presidente sobre o equilíbrio fiscal? #ismarbecker #inflação #recessão #estagflação #crise #divida #juros #Alemanha #Argentina

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