O rápido crescimento populacional levará à fome em massa e ao colapso social, já que a população cresce muito mais do que a produção de alimentos, além de pressionar o meio ambiente. Estamos caminhando para um colapso da humanidade?
A frase acima é a combinação de três previsões que erraram feio.
A mais antiga é de Thomas Malthus, de 1798, que disse que a população crescia em progressão geométrica (1,2,4,8), enquanto a produção de alimentos em progressão aritmética (1,2,3,4). A solução seria casar-se mais tarde, celibato, controle moral. Ele não chegou a dizer como isto seria controlado, já que o sexo é um dos esportes preferidos dos humanos.
A segunda é mais recente, de 1968, quando Paul Ehrlich escreveu sobre a bomba populacional que explodiria logo, causando fome em massa e o colapso social. Como a revolução social já estava bem adiantada, ele foi mais radical, propondo a intervenção estatal, com controles compulsórios da natalidade. A China adotou a medida em 1979, com a política de um filho por casal.
Finalmente, em 2026, Al Gore disse que o consumo per capita, principalmente dos países ricos, ia pressionar o meio ambiente, acelerando as mudanças climáticas, levando a uma crise terminal. Ela somente poderia ser evitada com uma cooperação global para reduzir o número de filhos por mulher.
A história nos mostra que Malthus estava errado, por não prever o avanço tecnológico na agricultura. É difícil entender como um cientista não tenha aprendido nada da história de 170 anos, desde a previsão de Malthus. A de Gore é mais previsível porque faz parte da agenda globalista da esquerda, que cria crises iminentes para vender soluções.
No mundo de 2025, com poucas exceções, as mulheres em idade fértil estão tendo em média menos de 2,1 filhos, sendo a taxa para manutenção da população. Na China, mesmo com a revogação da política de um filho, a população deve cair dos atuais 1,4 bilhões para uns 650 bilhões em 2100, para o desespero do Partido Comunista Chinês e dos xiitas climáticos.
Este cenário, causado pela mudança de costumes, métodos anticoncepcionais, e nível educacional, parece não ter solução. Muitos países, sem sucesso, tentaram dar incentivos para as famílias terem mais filhos. O problema, ou oportunidade, é a adequação a um mundo com menos jovens e mais velhos.
Isto terá um enorme impacto na previdência social, com menos gente trabalhando e mais aposentados, com a queda nos impostos, com os aumentos dos gastos com saúde. Do outro lado da moeda, a pressão sobre o meio ambiente será menor e as oportunidades de trabalho para os mais velhos. Estudos comprovam que alguém com 70 anos hoje tem a mesma capacidade cognitiva de alguém com 53 em 2020.
Isto pode ser o fim do ETARISMO?
Fonte: “A Contracting Population need not be a Catastrophe” – The Economist.
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