“No Brasil, uns fingem que ensinam, outros fingem que aprendem, e tudo termina em diploma”. Quer aprender mais sobre esta triste realidade?
AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL
Os Estados Unidos universalizaram o ensino fundamental no final do século XIX. O Brasil no final do século XX, mas universalizou no papel. Distribuímos credenciais acadêmicas sem lastro nenhum. E papel pintado. Na verdade, a criança não aprende no ensino fundamental os conhecimentos, as capacitações correspondentes àquele grau acadêmico. Depois vai para o ensino médio como analfabeto funcional, quando entra na faculdade é analfabeto funcional. A pessoa não completou direito nem o ensino fundamental e está se titulando em faculdade. É uma enganação.
O aluno brasileiro é o melhor do mundo em uma prova para dizer o que foi dado em aula, mas é o pior do mundo se perguntar algo que não esteja nos livros.
Temos uma visão muito ritualística em memória e repetição do processo. O aluno brasileiro não aprende a pensar por conta própria, a formular um problema, a identificar uma solução, a questionar o conhecimento estabelecido. O pensamento crítico faz parte do ensino.
Antes que que alguns doutrinadores, que se intitulam professores de universidades públicas, me cancelem novamente, esclareço que esta avaliação não é minha. É do economista e filósofo Eduardo Giannetti. Evidentemente, que concordo integralmente com a avaliação, porque já fui professor.
EDUCAÇÃO x DOUTRINAÇÃO
“O conhecimento é um campo de batalha!”
“Toda a educação é política”.
Estas duas frases de Antônio Gramsci são um dos pilares dos currículos das escolas públicas brasileiras. Em algumas, como da cidade onde resido, esta linha é mais explícita, dizendo que a educação tradicional legítima a inequalidade de classes, divulgando o mito da meritocracia.
Nas universidades públicas brasileiras, os doutrinadores já não se preocupam em usar metáforas ou eufemismos. Em um recente comentário, um doutrinador de um Instituto Federal, relatou a aula (sic!) em que questionava a robótica, com princípios marxistas. Algumas horas depois, apagou o comentário.
MINHA EXPERIÊNCIA
Vivi o cenário descrito pelo Eduardo Giannetti há mais de 20 anos, quando lecionei Economia Global, em uma faculdade em Santa Catarina. Abandonei a curta carreira, por não aceitar a aprovação de sete alunos do último semestre de Administração. Minha argumentação era que eles não conseguiam escrever uma página sequer. O Conselho de Classe, tentou me convencer, que não poderíamos prejudicar a carreira deles.
Que carreira você acredita que esses sete alunos tiveram?
Fontes: Jovem Pan News – “Eduardo Giannetti Analisa Cenário Socioeconômico do Brasil”; Revised Sociology – “The Marxist Perspective on Education”.
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