Como preservar o passado de uma Empresa Familiar, sem destruir o futuro?
Um jovem membro da terceira geração de uma bem-sucedida empresa familiar me fez a pergunta na semana passada. Coincidentemente, li uma entrevista de Rodrigo Ohtake, neto de Tomie e filho do Ruy Ohtake, dois gênios da arquitetura, que me inspirou na resposta.
Quando falamos de tradição, os nipônicos são experts. A empresa familiar em operação mais longeva do mundo é um hotel fundado no ano 705. Mais de 50 gerações passaram pela gestão do hotel. Na entrevista do Rodrigo para o Valor Econômico, falando sobre o legado da família, ele cita duas frases que, com poucas palavras, dizem tudo:
“Seguir o exemplo à sua própria maneira, isto é tradição” – Thomas Mann.
“Tradição não é o culto das cinzas, mas a preservação do fogo”. Gustav Mahler
Seguindo a linha destas duas frases, tentei responder à pergunta com três pilares:
- Legado: valores das gerações anteriores são o que permite superar as divergências naturais entre as pessoas. Valores são aquelas coisas que fazemos quando ninguém está nos vendo.
- Adaptação: manter estratégias que funcionaram no passado pode não ser a solução para um novo desafio. Construa outro andar, sobre o que já foi construído.
- Tradição x evolução: não é necessário escolher entre uma ou outra, mesmo com mudanças profundas.
Sei que nenhum destes pilares dá respostas definitivas, até porque elas não existem. Que outros conselhos você daria para o jovem executivo que assumiu a gestão do negócio da família?
Fonte: “The Tradition Trap – How Familiy Entreprisses can Balance Legacy and Inovation”.
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