ARGENTINA – BRASIL – RUMOS

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Por Ismar Roberto Becker

Em um ano, Milei está botando a casa em ordem, sendo aprovado por 53% da população. Em dois anos, o Aiatolá de Garanhuns conseguiu aumentar a dívida em 7% do PIB, sendo rejeitado por 51% dos brasileiros. Quer saber por que um acerta e o outro erra?

CÍRCULO VIRTUOSO ARGENTINA

“Meu desprezo pelo Estado é infinito!”. Este é o título da entrevista de Milei para a revista The Economist, que sugere que a equipe de Trump vá para a Argentina conhecer uma experiência extraordinária de um Estado Leviatã, que não parava de crescer.
Nos EUA, a esquerda odeia ele, enquanto a direita o idolatra, mas ele não pertence a nenhum lado. Millei está provando ser possível diminuir o Estado, e não concorda com o populismo de Trump. Ele acredita no livre comércio, não no protecionismo; na disciplina fiscal, não no aumento da dívida pública; em falar a verdade para a população, não vender fantasias.

Em menos de um ano de mandato, com uma esmagadora minoria na Câmara e Senado, Milei cortou 30% dos gastos públicos, em termos reais, cortou metade dos ministérios, gerou um superavit fiscal no primeiro mês de governo. A inflação caiu de 54% em dezembro e 2023 para 3% em outubro deste ano, a diferença entre o dólar oficial e o blue (paralelo) caiu menos da metade, subsídios foram cortados ou reduzidos, o risco país despencou, a economia está dando sinais de recuperação.

Evidentemente, a inércia da farra da gastança kirchnerista, que faz a desastrosa Nova Matriz Econômica parecer austera, ainda não terminou. Só recentemente, o número de pobres e indigentes parou de subir. Apesar disso, 53% da população acredita nele.

CÍRCULO VICIOSO BRASIL

Enquanto a destruição criativa “schumpeteriana” acontece por lá, a destruição eleitoreira “pteriana” está em andamento por aqui. O desastroso pronunciamento do ministro da Fazenda garantiu um dólar de 6 reais, uma inflação crescendo e permanecendo alta, uma aversão dos compradores de títulos públicos, juros indo para 14 ou 14,5% até 2026. A inflação dos alimentos, que atinge muito mais os pobres, vai derrubar ainda mais a popularidade do governo, que gastará cada vez mais. Afinal, gasto é voto, na visão eleitoreira.

Até quando vamos tolerar esta criminosa irresponsabilidade?

Fonte: The Economist – “Javier Milei: “My contempt for the state is infinite.

#ismarbecker #economia #juros #inflação #Dólar #Argentina #Milei

 

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