Na Alemanha ninguém mais quer trabalhar.
Por que um país que ressurgiu das cinzas é um administrador do passado, um consumidor do presente, deixando de construir o futuro?
Estas afirmações não são minhas. São de dois colunistas da revista alemã WirtschaftsWoche. Nos cinco anos que passei na Alemanha, vivi essa situação. A revista abordava o problema, mas de uma forma muito cautelosa. Agora mostra que o rei está nu.
SAUDADES DO PASSADO
A Alemanha ressurgiu das cinzas pela inovação, por inventores, engenheiros e empreendedores. Os alemães e os “Gastarbeiter” (trabalhadores convidados) suavam a camisa, com garra, pagavam altos impostos, mas sabiam que teriam segurança social e econômica.
Essa era a Alemanha que conheci, quando fiz estágio em uma fábrica de porcelana em 1980.
Para onde foi o lema dos alemães: economizar, aprender e performar. Aí você tinha, você podia, você era alguém?
REALIDADE DO PRESENTE
Já faz alguns anos que se fala que o trabalho tem que ter um propósito. Muitos querem atuar em atividades relacionadas com o clima, a paz e a justiça social, mas nem se fala no risco de ser empreendedor.
O normal é fazer estritamente o necessário, ou até menos, planejar as férias. O trabalho é só um período de sofrimento entre:
Férias: uns 345 dias por ano;
Feriados: até 16 por ano, dependendo do local;
Atestados: faz alguns anos 14,2 dias/ano por cada trabalhador.
Escrevi este post porque fui criticado no post https://www.linkedin.com/posts/ismar-becker-mentor-consultoria-conselheiro-ceramica-harvard-insead-gestao-mercadointernacional_ismarbecker-motivacao-carreira-activity-7218932740488851457-qy5B?utm_source=share&utm_medium=member_desktop, no qual falei sobre os problemas na fábrica da Tesla, em Berlin. As perguntas e críticas acima são de dois alemães: Tilsen Onaran e Dominik Reintjes.
Alguém tem mais alguma dúvida da triste situação da Alemanha?
Fonte: Revista WirtschaftsWoche – “Wo ist die Lust am Aufstieg hin?”; “Hat in Deutschland niemand mehr Lust auf Arbeit”.
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