A ascensão e queda dos países não ocorre por acaso. Quer saber por que escrevi algumas vezes em 2024 que a Alemanha está em decadência?
Na última semana do ano, faço uma coletânea do que escrevi no ano, até para ver se não escrevi alguma besteira. Começo com um tema que gerou acaloradas críticas: “Untergang Deutschlands” (Queda da Alemanha).
Não tenho nenhum prazer sádico em escrever sobre fatos negativos. Sou descendente de germânicos, da quinta geração, fiz estágio, estive em dezenas de feiras, tive uma empresa na Alemanha. As críticas refletem o que vivi lá.
Os algoritmos são manipuladores, mas podemos usá-los a nosso favor. Revendo alguns dos meus posts sobre a Alemanha (Como destruir um país e haraquiri alemão), cheguei em uma excelente palestra do prof. Werner Plumper, que mostrou em números a decadência alemã.
ASCENSÃO
De 1850 até 1990, a economia alemã demonstrou uma incrível resiliência, apesar das guerras e problemas econômicos. A combinação de esforços da iniciativa privada, com o governo, baixos impostos, educação técnica, investimentos na faixa de uns 20%, garantiram um crescimento anual composto de 2%. Os aumentos salariais refletiam o aumento da produtividade.
Após a Segunda Guerra, um modelo liberal conhecido por “Soziale Marktwirtschaft” (Economia social de mercado), concebido por Ludwig Erhart, levou ao chamado Milagre Alemão.
QUEDA
Com a unificação da então DDR (Alemanha Comunista) em 1990, uma decisão política, que alguns qualificam de populista, foi destruindo o modelo de aumento de produtividade, que baixou para 0,5% ao ano em 2010, e ficou negativo a partir de 2018/19.
Uma combinação de deterioração da educação, aumentos de salário acima da inflação, excesso de burocracia, falta de mão de obra qualificada, corroendo o modelo.
O Estado representava 15% do PIB em 1915, passou para 30% em 1950, rompendo a barreira dos 50% em 2021. Um exército de mais de 5,5 Milhões de burocratas, tornam a vida dos cidadãos um inferno.
Para fechar (ou não fechar) a conta, nos 16 anos da Muti Merkel, a dívida pública subiu mais de 1 trilhão de euros. O rombo aumentou com a invasão de imigrantes ilegais, no famoso “Wir schffen es!” (Nós daremos um jeito) de 2015. Hoje, mais de 8 milhões de desempregados funcionais, por falta de qualificação, são sustentados pelo Estado.
Os dois últimos pregos no caixão foram:
– Fim da energia barata.
– Utopia da emissão zero de CO2, com proibição dos motores de combustão interna em 2035.
Qualquer semelhança com populismo (Gasto é vida) desde 2002, com um curto intervalo para recuperação de 2016 até 2022, não é mera coincidência. O problema é que temos menos prataria da família para vender.
Você conhece esta triste história de como um país pujante pode ser destruído por políticos populistas?
Fonte: “Deutschland verschließt die Augen vor der Realität” Prof. Dr. Werner Plumpe – Roman Herzog Institut”.
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