ADAPTAR OU MORRER

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Por Ismar Roberto Becker

“Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”. O que acontece quando as mudanças são o novo normal?

A frase de abertura, de Charles Darwin, nunca foi tão atual. Hoje não basta ter projetos de mudança. O nome do jogo são as mudanças contínuas.

A volatilidade foi substituída pela instabilidade permanente. Não existe mais volta ao normal após um projeto de mudança.

O líder atual:

– Tolera a ambiguidade.
– Aprende em tempo real, troca o pneu com o carro andando.
– Decide sem todas as informações.
– Ajusta rotas, não planos, constantemente.
– Não tem apego às estruturas antigas.

Até aqui tudo bem, mas como lidar com a famosa cultura, aquela que come a estratégia no café da manhã?

Aprendi, a duras penas, que o melhor plano, mesmo com as melhores intenções, não sobrevive à cultura. Assisti novamente a este filme em uma reunião recente.

As culturas que não se adaptam, ou se adaptam lentamente, penalizam os erros, aplaudem a conformidade (sempre fizemos assim), premiam a obediência, protegem feudos.

Já as culturas que entenderam que as mudanças são o novo normal, e que o velho normal não retornará, valorizam o aprendizado, principalmente com os erros, estimulam o questionamento, aceitam pressão, ignoram estruturas fixas (organogramas).

Que tal sair da zona de conforto para se adaptar?

Fonte: “Adapt or Die – The Age of Perpetual Adaptation” – Bob Marcus + outros.

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