Quer saber como as próximas eleições podem afetar tua carreira ou teu negócio? Nas eleições gerais de 2018, a maioria dos eleitores não votou a favor de um nome ou uma proposta. Votou contra um modelo de gestão incompetente e corrupto, que dominou o país por 13 anos. O vencedor, que as urnas e a história julgaram, perdeu uma oportunidade de corrigir o maior crime cometido pelo modelo derrotado: acabar com o maniqueísmo do nós x eles, do bem contra o mal, que dividiu o Brasil. O mundo, as pessoas e a política não são bipolares, em que um lado exclui o outro, que demoniza o outro. Este modelo foi usado por ditaduras fascistas de direita (Hitler, Mussolini) e de esquerda (Stalin, Mao). O resultado foi a miséria e milhões de mortos por fome ou assassinato. Lamentavelmente, esta polarização dominará as próximas eleições no Brasil. Um processo semelhante a divisão da antiga Iugoslávia resultou nos atuais 35 partidos registrados no Brasil. Além disto, disputas regionais fazem com que cada senador ou deputado decida sem considerar o interesse ou a ideologia do partido. Como resultado deste cenário, muitos dos palanques estaduais apoiarão, simultaneamente, os dois principais candidatos. Não arrisco a prever como o eleitor avaliará isto, mas a abstenção, votos nulos e brancos devem aumentar.Ao longo dos últimos meses, algumas abóboras foram se ajeitando na carroça, outras caíram (Moro), foram jogadas para fora (Dória), ou estão valorizando o passe para a negociação de um eventual segundo turno (Bivar). Com isto, já está claro que a sonhada terceira via não levantará. Um complicador para qualquer projeção é infidelidade nos palanques estaduais, já que os partidos estão focados em fazer o máximo legisladores para negociar fatias do poder e do orçamento. O resultado é que temos somente dois candidatos para valer, um tentando a reeleição e o outro voltar ao poder. “É a economia, estupido! ” Esta frase de um assessor de Bill Clinton na sua primeira eleição para presidente dos EUA. O eleitor vota primeiro pensado sentindo o bolso de hoje, somente depois nas promessas de um amanhã melhor. Não adianta prometer um futuro cor de rosa, se dona Maria não consegue comprar o que precisa para sua família. Resumo esta opinião na seguinte equação:90% população ganha menos de 3.500 reais/mês + quem ganha menos gasta mais com a cesta básica + inflação da cesta básica é bem maior do que a geral + maioria do eleitor culpa o governo pela inflação = grande tendência em votar no candidato de oposição. O que acontecerá no dia da divulgação do resultado das eleições (no primeiro ou do segundo turno) é uma incógnita. Um dos candidatos já disse que não aceitará o resultado caso venha a perder. O outro, por enquanto, não se manifestou, mas também não ficará calado se não ganhar. Não é possível prever o tamanho do estrago para a democracia e para a economia destes questionamentos, mas em qualquer dos casos as consequências terão vida curta. Não vejo espaço para aventuras autoritárias. No dia primeiro de janeiro de 2023, teremos um presidente reeleito ou um ex-presidente retornando, qualquer um deles será totalmente dependente de um Congresso balcanizado dominado por interesses pessoais ou paroquiais, que limitam a maioria dos projetos e reformas que o Brasil necessita. #ismarbecker #oportunidades #cenários #politica #negócios #economia



