A REVOLTA DA CACHAÇA SACODE O BRASIL

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Por Ismar Roberto Becker

A história do Brasil não é tão pacífica quanto acreditamos. Tivemos muitas revoltas violentas. A primeira foi a Revolta da Cachaça, em 1660. Quer saber por que estamos perto de uma nova Revolta?

O Rio de Janeiro, em 1660, estava sem caixa sequer para pagar os salários dos soldados que protegiam a cidade dos ataques estrangeiros. As dívidas explodiram e logo seriam impagáveis. Criava impostos sem consulta, os burocratas abusavam da paciência do povo. O caldo entornou quando o governador resolveu proibir a produção de cachaça. Qualquer semelhança com Brasília em 2025 não é coincidência.

Em 1666, os pernambucanos derrubaram o governador aumentando taxas, além de cobrar propina em tudo que fazia. O governador recebeu a alcunha de XUMBERGAS, sendo uma palavra para descrever um sujeito embriagado, que abusa da prática de bolinar.

O padre Antônio Vieira resumiu o problema do Brasil em 1650: “Perde-se o Brasil porque alguns ministros não vêm cá buscar o nosso bem, vêm cá buscar nossos bens”.

Nunca a popularidade de um presidente caiu tanto, em tão pouco tempo. Em janeiro, 37% avaliavam o governo negativamente, 31% positivamente. Em fevereiro, o positivo caiu para 24% e o negativo subiu para 41%.

Pior ainda é que esta queda foi maior na tradicional base eleitoral do Aiatolá de Garanhuns. Nos que ganham até 2 salários mínimos, a aprovação caiu de 44% para 29%. Nos que têm só o ensino médio de 53% para 38% e, pasmem, nas capitanias do Bolsa Família do Nordeste, de 49% para 33%.

Para completar, 62% não querem que ele seja candidato à reeleição; 36% do total porque acham que ele não está fazendo um bom trabalho, 20% porque é corruPTo, 17% está muito velho.

A eleição de 2022, consolidou o processo de “calcificação”, em duas metades quase iguais. Este conceito está no livro A Biografia do Abismo, que mostra que os que fizeram o “L” eram compostos classes D e E (30%), progressistas diversos de esquerda (10%), petralhas fanáticos (8%), que soma 48%.

Dos que ficaram na direita, 29% eram os “conservadores cristãos”; 14% do agro; 4% pequenos empreendedores, 2% fascistas antidemocráticos, chegando em 49%.

Quem decidiu a eleição foram os 3%, chamados liberais sociais, da Faria Lima, empresários, intelectuais de centro. As pesquisas mostram que a base calcificada da esquerda está derretendo. A da direita se mantém. Os liberais sociais caminham para a direita.

Duas raposas velhas e peludas, uma anfíbia (governo e oposição), outra apoiadora incondicional do petralismo, cutucaram com vara curta:

“Ter um ministro fraco no comando da economia é negativo. A possibilidade de reeleição do presidente hoje não é fácil”; Gilberto Kassab.

“Ele hoje é um político preso à memória do seu passado”, Kakay, advogado íntimo.

Você acredita que começou uma nova Revolta da Cachaça?

Fontes: Brasil uma biografia – Lilia Schwarcz e Heloisa Starling; Biografia do Abismo – Felipe Nunes e Thomas Traumann.

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