Em um mundo com informações abundantes e baratas, por que tomamos decisões cada vez mais emocionais?
Fiz a pergunta acima para mim mesmo no final de semana, após dois eventos peculiares.
No primeiro, aqui no LinkedIn, tive um debate sobre as causas dos altíssimos juros no Brasil. Sabia que seria alvo de acusações de ser rentista, fascista e outros “istas” mais. Não poderia imaginar, contudo, que pessoas com boa capacidade cognitiva me atacassem por usar fundamentos de economia.
O segundo caso foi uma reunião de negócios, com um ótimo resultado. O que tem de errado nisso, alguém pode perguntar? A resposta é simples: a decisão poderia ter sido tomada há quase dois anos.
As razões para estas decisões emocionais são fáceis de identificar.
Juros: maniqueísmo (nós x eles) ideológico (é do outro lado, não aceito).
Negócios: medo de mudanças, aversão ao risco.
Como não tenho competência para tirar pessoas da platônica caverna ideológica e temerária onde vivem, resolvi rever algumas lições básicas de PENSAMENTO CRÍTICO, para tentar ter mais sucesso nos próximos projetos. Os pais do Critical Thinking nos ensinam que, na análise de um problema, devemos os seguintes princípios básicos:
- CLAREZA: qual o problema, ou oportunidade, que enfrentamos? Explique claramente.
- PRECISÃO: quais os dados concretos que sustentam a tese? Liste alguns.
- RELEVÂNCIA: o que realmente importa para solucionar o problema ou aproveitar a oportunidade? Temos recursos, começando com o tempo, para focar nisso agora?
- AMPLITUDE: o enfoque que estamos dando é o único? Não existem alternativas? Elas são viáveis?
- EVIDÊNCIAS/LÓGICA: quais as evidências concretas que posso usar para sustentar, ou refutar, a afirmação? Tenho exemplos semelhantes em outro momento ou lugar?
Nos dois casos que citei, os resultados foram:
Juros: a redução forçada dos juros gerou recessão, desemprego e inflação no Brasil e em outros países onde a alternativa foi testada. Por que seria diferente agora?
Postergar decisão: levou a perda de 50% da participação do mercado. Por que deixamos acontecer?
Por que é tão difícil, para algumas pessoas, deixar a emoção superar a razão?
Fonte: “Critical Thinking: Tools for Taking Charge of Your Learning and Your Life” – Richard Paul – Linda Elder.
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