CRISE CHINA – zum Zusammenführen 2108

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Por Ismar Roberto Becker

A segunda maior potência econômica e militar do planeta está enfrentando uma enorme crise. Quer saber como pode mudar radicalmente nossas vidas?As consequências da pandemia de Covid somadas à invasão da Ucrânia, já mudaram definitivamente os cenários político e econômico mundiais. Uma mudança ainda mais profunda, com consequências imprevisíveis, está em andamento com uma somatória de fatores que pode deflagrar (alguns dizem que irreversível) uma revolução na China.O modelo político/econômico da China foi resumido pela revista alemã Wirtschaftswoche com a seguinte frase: “Você (povo) não se mete em política, nós (governo) garantimos que você terá uma boa vida”.Em resumo: você abre mão da sua liberdade, nós garantimos suas necessidades. Este modelo, implantado por Deng Xiaoping, em 1992, levou a China a ser a segunda potência mundial, tirando milhões de pessoas da pobreza, além de levar outros milhões para a classe média.Aí começa o problema: todas as revoluções foram comandadas pela classe média, que não quer voltar para baixo, e quer derrubar quem está em cima, quando a situação piora.O milagre econômico chinês (crescimento 10% ano) já começou a declinar faz algum tempo. A pandemia cobrou um alto preço, mas pior foi a insistência (teimosia?) de apostar na opção Covid zero, não dispondo de vacinas para as novas variantes do vírus.Se as consequências de lockdowns draconianos não fossem suficientes para colocar o modelo econômico em cheque uma combinação de:  fatores demográficos (envelhecimento população, baixíssimo crescimento), com a crise dos imóveis (base da poupança chinesa), desemprego dos jovens (inédito nas últimas décadas), intervenção do governo nos negócios (volta ao modelo comunista de controle das empresas), fez com que as previsões de crescimento do PIB nos próximos anos não passe dos 2% ao ano.O que seria ótimo em um país europeu, é um desastre na China. Daí para formar a massa crítica (conceito de física que deflagra uma reação irreversível), um calote nos pagamentos dos imóveis não entregues (muitos sequer em construção), pode ser o que faltava.O risco de uma explosão é baixo em um país onde o governo/partido/forças armadas, são uma coisa só, controladas por uma pessoa só: Xi Jinping, que quer entrar para a história como o novo Mao Zedong, fundador da China comunista.O problema é que a pressão sobre a classe média vai aumentar com o baixo crescimento econômico, em uma economia onde faltam os três Ps) necessários para o crescimento: população jovem, participação da população, produtividade.Como os líderes chineses aprenderam a lição da antiga União Soviética (não é possível liberar a política), a tendência é o regime ficar cada vez mais repressivo, e buscando inimigos internos (Uigures, muçulmanos do Oeste na China e tibetanos) ou externos (Taiwan e EUA).Estes problemas estão longe do Brasil ou as consequências podem chegar até nós?#ismarbecker #geopolitica #economia #guerra #China #recessão #desemprego

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