AVALIACAO 2011 – 2022 1808

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Por Ismar Roberto Becker

Aniversários com datas exatas tem um significado especial. O bicentenário da Independência do Brasil entra nesta categoria. Quer ver o que foi previsto há 10 anos e o que aconteceu?Em três semanas, estaremos comemorando os 200 anos do Grito do Ipiranga, que oficialmente separou o Brasil de Portugal. Não foi, nem de perto, um processo sangrento quanto o dos nossos vizinhos, já que foi mais ou menos um negócio de pai (Dom João VI) para filho (Dom Pedro I).Que perspectivas tínhamos em 2010? Quais temos agora?“O Brasil tem boas chances de chegar ao ano do bicentenário da independência no limiar dos padrões de desenvolvimento do primeiro mundo”. Este era o cenário que Fábio Giambiagi e Claudio Porto, projetaram no livro 2022 – Propostas para um Brasil Melhor no Ano do Bicentenário. Eles projetaram quatro cenários, considerando a presença do Estado na economia e a inclusão do Brasil no mundo:1.      De volta aos anos 70: Presença ampla do Estado na economia com limitada inserção econômica mundial. Crescimento PIB entre 3% a 4% ao ano.2.      Capitalismo Chinês a Brasileira: Forte inserção econômica global e presença ampla do Brasil na economia. Crescimento PIB 4% a 5% ao ano.3.      Choque de Capitalismo Ortodoxo: Ampla inserção econômica global com presença seletiva do Estado na Economia. Crescimento PIB 4,5% a 5,5% ao ano.4.      Novo recolhimento: Presença moderada do Estado na economia com limitada inserção econômica mundial. Crescimento PIB 2% a 3% ao ano.Década perdida – Nenhum dos cenários aconteceu. Os indicadores econômicos do período 2010/2020 são os piores desde 1900:- O PIB cresceu 0,3% ao ano no período. Mesmo sem o impacto da Covid, este número não seria muito melhor.- O PIB per capita caiu 0,6% ao ano de 35.212 dólares em 2010 para 35.212 em 2020, voltando ao patamar de 2009.Mas como demonstram outros indicadores, nem tudo está perdido (desculpe pelo trocadilho):- Diminuímos (ainda não o suficiente) a presença do Estado na economia.         – Aumentamos a inserção na economia mundial, mesmo que com uma participação forte das commodities. – Consolidamos medidas ortodoxas do Plano Real no controle do déficit fiscal (Teto de Gastos), mantivemos as reservas externas, além de baixar o déficit do Balanço de Pagamentos.Brasil 2030 – Com um pessimismo realista, me atrevo que andaremos de lado nos próximos quatro anos, já que o perdedor da eleição presidencial não aceitará o resultado. Isto impedirá (comandado pelo Centro) de transformar o Brasil em uma economia extrativista para uma inclusiva. O economista Simon Kuznets, dividiu os países em quatro grupos: desenvolvidos, subdesenvolvidos, Japão (tinha tudo para dar errado) e Argentina (tinha tudo para dar certo). Com uma boa dose de otimismo conservador, apostaria que vamos nos distanciar bem da Argentina, mas sem nos aproximar muito do Japão. Quer viver verá!#ismarbecker #economia #eleições #gestão #estratégia #crescimento #crise #exportações 

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