Razão e emoção determinam nossas decisões. Quer conhecer um exemplo dos benefícios de não deixar as emoções determinarem nossas decisões?Na última quinta-feira, fui surpreendido pelo cancelamento de um grande pedido, que o cliente tinha colocado na semana anterior. Antes disto, o cliente havia passado uma programação até o final do ano, sinalizando que os volumes poderiam aumentar ainda mais.Foi um choque, já que não tínhamos nenhuma indicação de qualquer problema de qualidade, fornecimento ou qualquer outro. Por tratar-se de um cliente com enorme potencial, tínhamos alocado uma parcela considerável do tempo da equipe para seus desenvolvimentos, nos últimos meses.O choque do cancelamento foi ainda maior, porque não recebemos a mínima justificativa para a decisão. Normalmente minha reação seria dura e imediata, o que não reverteria o cancelamento, além de me tirar o foco na viagem que estava fazendo para visitar outros clientes.Consegui administrar o problema seguindo a metáfora do elefante e seu condutor, usada por Jonathan Haidt, no livro “The Happiness Hytothesis”, recém-lançado em português com o título “Uma vida que vale a pena”.Nesta figura, o elefante seria a emoção e o condutor a razão. Como o elefante tem muito mais força do que o condutor, muitas vezes ela vai para onde quer, não para onde nós queremos que vá.Muitas vezes as nossas decisões não são racionais, porque deixamos o elefante tomar conta motivados pela raiva, inveja, imediatismo ou pessimismo.No dia seguinte, com o elefante acalmado, consegui encaminhar um negócio com um novo cliente que poderá gerar valores ainda maiores do que o pedido cancelado.Você controla o seu elefante ou ele faz o que quer?#ismarbecker #motivação #carreiras #oportunidades #gestão #estratégia #felicidade



