GREENWASCHING 0506

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Por Ismar Roberto Becker

Do sonho verde ao buraco negro. Este é o título de um artigo sobre as mentiras de um banco. Quer ver como a mais nova moda de gestão está sendo burlada, usada como mera estratégia de marketing ou transformada em um negócio?Dificilmente conseguimos ler um jornal ou revista de negócios sem encontrar o acrônimo ESG, que deveria resumir as práticas (atenção para esta palavra no restante do texto) na estratégia e no dia a dia das empresas, em relação ao meio ambiente, ao social e a governança. O pobre coitado que se atreve a questionar algum ponto é imediatamente condenado à fogueira dos xiitas do politicamente correto.  Sei que só pelas frases acima, já deverei receber uma chuva de comentários negativos, mas pediria que lessem o post até o final. Excluindo os negacionistas e terraplanistas, ninguém é desequilibrado para defender que uma empresa destrua o meio ambiente, desrespeite os seus diversos stakeholders ou promova práticas antiéticas, mas o mundo real é um pouco diferente.  Em 1983, um ícone do empresariado brasileiro resumiu em um livro o que sua empresa deveria fazer para sobreviver, crescer e perpetuar. Como ele não teve a coragem do economista liberal Milton Friedman, que disse que o objetivo de uma empresa é o lucro, o empresário relacionou uma coletânea de boas ações fundamentadas nos princípios da ética luterana, com o título petulante de Tecnologia Empresarial Odebrecht. Penso ser desnecessário elaborar mais.  Mas o que este péssimo exemplo tem em comum com o badalado ESG? Resposta: quase tudo. Muitas empresas gastam milhões em divulgar suas práticas ecológicas, suas ações filantrópicas e exaltar sua virgindade ética, porém na prática, isto não passa de uma demagogia chamada “greenwashing”.  Para não me acusarem de antipatriota, vejamos dois exemplos de outros países, tidos como exemplos de ética. Nas últimas semanas, um diretor do banco HSBC (Stuart Kirk) foi suspenso por ter duvidado que os bancos sofram consequências devido à onda ecológica. Na Alemanha, onde até pouco tempo era possível declarar propina como custo para efeito de imposto, o CEO de uma subsidiária do Deutsche Bank, foi demitido às 4 horas da manhã, depois da polícia vasculhar suas gavetas atrás de provas dos investimentos forjados em negócios ESG. |Na minha modesta opinião, isto é só a ponto do iceberg, que logo será ainda mais camuflado pela indústria da certificação. Na tua opinião, qual a proporção das empresas que realmente praticam o ESG no dia a dia?   #ismarbecker #greenwashing #fakenews #gestao #negócio #estratégia #oportunidades

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