Quando criança alguém deve ter perguntado: O que você quer ser quando crescer? Muitas vezes não é uma simples pergunta, mas uma manipulação para encaminhar a criança a carreira que desejam que ela siga. Quer conhecer minha história sobre como tratei este dilema?Meu pai usou uma estratégia sutil para me encaminhar para onde queria. Com uns cinco anos, acompanhava ele nos finais de semana para inspecionar os fornos para queima de pratos e xícaras, alimentados à lenha.Com 12, viajava com os representantes nas férias, com 18, fiz um estágio em uma fábrica de porcelana na Alemanha, antes de entrar na Oxford Porcelanas, trabalhei um ano em outra empresa. Não posso dizer que fui forçado, mas a estratégia paterna me deixou poucas alternativas. Esta lógica se aplica também para o pai médico, dentista, engenheiro ou advogado, que quer que filho siga a mesma carreira.Como nos ensina Renato Bernhoeft, o decano da gestão de empresa familiar no Brasil: “Ser herdeiro significa ter responsabilidades, desafios e facilidades. Minha própria experiência, me ensinou que tem riscos também. Evidentemente, que você tem vantagens como familiar atuando na empresa da família, em seguir a carreira dos pais. Mas era este o seu sonho?O meu funcionou por um bom tempo, mas depois resolvi voar sozinho. Não me arrependo dos anos que atuei junto com meu pai. Aprendi muito com ele e com a empresa, mas deveria ter saído uns quatro anos antes. Os riscos e as dificuldades superam de longe a liberdade.Sugiro pensar nos seguintes aspectos: Quais são as métricas pelas quais você será avaliado pela família? Como os irmãos, parentes sanguíneos e políticos (cunhados/as) aceitarão a sua liderança? Você herdará a equipe do seu pai ou terá autonomia (com parcimônia) de formar a sua? Sua companheira (o) aceitará uma jornada de quase 7/24, incluindo almoços de final de semana?Você já tomou ou terá que tomar a decisão de seguir uma carreira por influência dos outros?#ismarbecker #carreiras #oportunidades #liderança #empresa familiar #herdeiro #sucessao



