Aviso: este texto não é recomendado para quem tem qualquer tipo de intolerância política ou intelectual. Tenho consciência que vou desagradar, mas este é o custo para manter os valores democráticos que sigo.Em 2013, brasileiros protestaram contra um governo inapto (perdão pelo pleonasmo vicioso) da que foi a pior presidente. Chegou como “poste” de um presidente cleptocrata (se fosse pobre seria ladrão), que usando um discurso populista travestido de esquerda, prometeu tirar brasileiros da miséria. O que conseguiu foi aumentar a riqueza de alguns milhares de “companheiros”, empresários e políticos corruptos, enquanto os miseráveis foram comprados com Bolsa Família. Apesar dos erros de gestão e das falcatruas do Mensalão e Petrolão, o país cresceu, menos do que poderia. Na época, escrevi sobre os desmandos da quadrilha petralha, quando muitos dos hoje seguidores do mito, votaram e apoiaram aquele que eu chamava de sapo barbudo. Deixava claro que defendia a livre iniciativa, com um governo democrático liberal, que promova a igualdade de oportunidades, não de benefícios. Votei no candidato que era contra o modelo que estava no poder. Quem me convenceu foi um amigo, que usou o argumento pragmático: Nós podemos cair do cavalo com o Bolsonaro, mas ele não vai roubar nosso cavalo. Como está nosso cavalo depois de quase 4 anos?O atual governo levantou voo com uma tripulação de ministros divididos em duas alas: os profissionais e os aloprados. Da turma dos técnicos, em pouco tempo, saíram o da Justiça, os três chefes das Forças Armadas e dois da Saúde. Os que ficaram tentam fazer seu trabalho, mas são desviados para apagar incêndios provocados pela incontinência verbal do chefe. Apesar disto, o Brasil evoluiu: o desemprego diminuiu, a pandemia (apesar do negacionismo científico) foi controlada e algumas reformas importantes. Nossos fundamentos macroeconômicos estão sólidos, apesar da volúpia do Centrão, que tomou conta do governo. Fazendo um balanço econômico, o Brasil de 2022, está muito melhor do que o de 2016, mas está longe de ser o que a grande maioria quer e merece. Todos os regimes comunistas deram errado porque os seres humanos não são iguais, nem nunca serão. A distribuição destas diferenças pode ser representada pela Curva da Distribuição Normal (ou curva do Sino), na qual uma minoria está do lado esquerdo (não necessariamente ideológico), a outra minoria no lado direito e a grande maioria distribuída entre os dois extremos no formato de um sino. Por favor, não confundir centro com Centrão, que no Brasil, identifica um grupo de políticos que se dedica a usurpar impostos desde José Sarney. Esta diversidade de opiniões é salutar por promover debate, que leva a um entendimento. O Brasil não está polarizado politicamente, está demonizado. Já que cada um julga que o outro é um demônio a ser exterminado, o que é impossível. Como o próximo presidente será um dos dois que demonizam o adversário, como vamos conviver com esta situação?



