Você vai visitar um potencial cliente em uma das áreas mais pobres da cidade, em um dos países mais pobres da América do Sul? Qual o produto do portfólio que tenta vender? O mais barato ou o mais caro?Para vender os pratos e xícaras da Oxford Porcelanas visitei clientes na entrada da favela da Rocinha até a Oscar Freire no Brasil, e do “barrio” El Alto em La Paz na Bolívia até a Quinta Avenida em New York e a Champs Elysees em Paris. Seguramente, a necessidade de ajustar o vocabulário e a forma de abordagem de venda, me ajudou na companha para prefeito em São Bento do Sul, em 2020. Nas milhares conversas com clientes de todos os segmentos, aprendi muito. Quer conhecer uma das maiores lições?Nos anos 90, fui visitar clientes na Bolívia (La Paz, Santa Cruz de la Sierra e Cochabamba). La Paz é uma das capitais de países mais altas mundo (3.700 metros), o que pode causar problemas para os visitantes, que são mitigados com chás e folhas de coca. A cidade fica em um vale e os bairros mais pobres nas encostas. Um dos nossos clientes ficava em uma encosta, na área mais pobre da cidade. A loja do cliente não tinha mais de 50 m². Entre decepcionado e desconfiado, entrei e comecei a mostrar os nossos lançamentos. Considerando o local, pulei as páginas com os produtos mais caros, indo direto para os populares. Fui interrompido pela esposa do dono (que na verdade dava as cartas), que perguntou porque pulei as primeiras páginas. Respondi que eram os produtos mais caros, para levar a seguinte paulada de marketing, em espanhol: “Usted cree que porque somos pobres no tenemos buen gusto?”.Após me recuperar, fechamos um pedido de uma carreta (umas 40.000 peças, de um dos pedidos com maior preço médio que já tinha feito. Lição: não julgue os clientes pelos seus paradigmas.Quem nos conta uma inesperada lição de marketing?#ismarbecker #carreiras #motivação #oportunidades #mercado #Bolívia #negócios #marketing



