Antes de iniciar as postagens no LinkedIn, eu era reservado com relação aos casos de sucesso que tive ao longo da carreira. Por sugestão de Renato Bernhoeft, entre outros, comecei contar minhas histórias geralmente muito positivas. Quer conhecer o outro lado da moeda? O lado dos meus grandes erros e derrotas?Contar histórias de derrotas não é interessante, a não ser que você seja masoquista. O interessante dos insucessos é que se aprende muito mais com eles, além de não esquecer nunca. Vamos começar pelo maior erro que cometi repetitivamente por muito tempo. Tive o privilégio de conviver muito cedo com João Bosco Lodi, um dos papas da gestão de empresa familiar. Mesmo assim, não levei a sério o seu conselho de que “nada estraga mais o sucesso, do que ele chega prematuramente na vida”. Tive a sorte (e azar) de subir como um foguete no início da minha carreira, na área da exportação da Oxford Porcelanas. Para piorar o sucesso inicial, continuou por uns 15 anos, o que me levou a cometer o erro do trapezista que acredita que pode voar, quando ele deve fazer os outros acreditar que voa. Não se preocupem que não me estatelei no chão quando caí, porque o trapézio tinha rede. O problema é que este longo período de glamour, viajando por mais de 70 países, me levou para uma zona de conforto, acreditando que já sabia tudo. Felizmente duas crises sucessivas, me acordaram para a realidade e saí para buscar novos desafios em uma carreira solo. No novo modelo, eu consegui recuperar o toque de Midas, para em seguida, levar um tombo realmente grande, mas isto é uma história para contar mais tarde. Por hoje, recomendo não esquecer uma lição do livro ‘O Ego é seu Inimigo’, de Ryan Holiday: os ciclos da vida são compostos por ambição, realização e adversidade. Quem compartilha uma história de um grande (ou não tão grande) fracasso? #ismarbecker #carreiras #motivação #oportunidades #empreendedorismo #derrotas



