Desde 1911, quando Frederick Taylor escreveu Princípios de Administração Científica, o mantra da gestão foi a especialização, que resultou nos organogramas piramidais das empresas. Este modelo vem sendo substituído nas empresas de tecnologia e nas startups. Qual a competência mais importante para ser competitivo neste novo modelo?
Três livros, entre muitos outros, que me mostraram o caminho para desenvolver o perfil atualmente exigido para a gestão operacional (como executivo) ou estratégica (como mentor ou conselheiro).
Em “Sucessão e Conflito na Empresa Familiar” (1987), João Bosco Lodi fala sobre a necessidade de o jovem aprender o know-how de viver, que lhe permita lidar com os problemas fundamentais da vida. Ele lista 24 técnicas para desenvolver este know-how. Algumas das mais importantes são: viajar, ler, escolher boas companhias, escrever e voltar ao balcão (contato com mercado). Com relação à leitura, ele destaca que além da técnica, devemos ler biografias, história, filosofia, romances clássicos, preferencialmente em três ou quatro livros simultaneamente. Neste momento estou lendo: “1776” – David McCullough, “A Vida dos Estoicos – Ryan Holiday”, “Blockchain Revolution” – Don Tapscott e “Zeit – Was sie mit uns macht und was wir aus ihr machen” de Rüdiger Safranski.
Peter Drucker no livro “Sociedade Pós-Capitalista” (1993) define o homem educado (sem conotações sexistas) como pós-humanista, que vive um mundo irreal, longe do dia a dia. Ele diz que o modelo pós-capitalista requer que tenhamos conhecimento das grandes heranças do passado, o que é atingido com a leitura dos clássicos em diversas áreas.
Finalmente, Paulo Monteiro e Wanderlei Passarella, em “A Reinvenção da Empresa” (2017), mostram que nós trabalhamos para viver, e não vivemos para trabalhar. O perfil desejado é de “um ser complexo, multifacetado, pluricultural e transdisciplinar”, talvez próximo ao homem da Renascença. Poderíamos concluir que o modelo tecnicista está sendo substituído pela sabedoria integral.
Você está preparado para um modelo de gestão que exige uma visão holística e transdisciplinar, ou continua vendo o mundo dividido em quadrados em um organograma, que não se comunicam?
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