Converseicom um amigo que vive a política. É militante partidário e já foi vereador. Ele começoua conversa comafrase: “Chega dos políticos e dos partidos, são todos farinha do mesmo saco. Nas próximas eleições, pela primeira vez na minha vida, não irei votar. A democracia não funciona”. Porque ele está tão revoltado?
As últimas eleições em 2018, foram dominadas por ser contra, não por propostas. Apareceram muitos novos políticose a renovação no Congresso foi uma das maiores da história, 47,3% na Câmara e 85% no Senado.Foram eleitos governadores sem nenhuma atuação política anteriore até o presidente nunca tinha exercido um cargono executivo. Em muitos países, onde a democracia está consolidada,partidos políticos tradicionais e líderes históricosforamjogados nos livros da história.Centenasde títulos como“Por que as democracias morrem”, “Povo x democracia”,“O futuro do capitalismo”, “Democracia em risco”surgiram para falar das causas dessa decadência.
A diferença entre países com uma população rica ou pobre, depende das suas instituições econômicas, das regras que definem,como a economia funciona e dos estímulos que motivam o povo. Um exemplo são as duas Coreias, que eram países paupérrimos no final da guerra em 1953. Uma optou (sem consultar o povo) por uma ditadura comunista, tornando-se um dos países mais pobres do planeta, mas com uma elite com todos os privilégios. O resultado destas opções está no índice de riqueza da população (PIB per capita). O da Coreia do Sul é de uns 31.000 dólares por habitante, enquanto o da Coreia do Norte é de 800 dólares. Por que dois povos, com a mesma língua, cultura milenar, que estavam destruídos depois da guerra, são tão diferentes? A resposta está no livro “Por que as Nações Falham”, que abordaos países entreinclusivos e extrativos. Os inclusivos estimulam a participação da população no processo econômico e político, permitindo que usem seus talentos e habilidades, sem medo de concorrência, respeitando suas decisões e opções. Já nos regimes extrativos, o objetivodapequena elite que controla o poder político e, por consequência econômica, não é permitir a entrada daqueles que pensam diferente. Não por coincidência, os sobrenomes dos prefeitos não mudam e quando algum de foraquer entrar, logo é cooptado pelo sistema.
A frase de Nicolau Maquiavel em “O Príncipe”, escrito em 1532, define bem a política.“O poder deve ser alcançado e mantido de qualquer forma, sem se importar com os outros ou com os efeitos das decisões tomadas”. Será que os deputados e senadores seguiram esta regra quando aprovaram o Fundo Eleitoral de 5,7 bilhões de reais? Não querodesestimular ninguém, massim,chamar a atençãode todos para que não esquecem a frase deMartin Luther King: “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons!”.
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