Em um ano com eleições presidenciais e Copa do Mundo, a economia sempre anda de lado. Neste ano, o estrago será menor porque a Copa acontece após as eleições. Vamos ver os cenários?
ECONOMIA EM 2022 -Fechamos o ano com uma inflação (IPCA) de 10,06%, um pouco abaixo do último ano do (des) governo Dilma. Felizmente, as causas da explosão da inflação de 2021 são totalmente diferentes das de 2015. Enquanto Dilma e o pt (em minúscula) criaram a inflação com gastos sem receita, bolsa empresário e taxa de juros irreais, a de 2021, foi em grande parte, provocada por fatores externos, fora do controle do governo, como em quase todo o planeta.
Na carta do presidente do Banco Central para justificar porque a inflação passou da meta de 3,75% + 1,5 pontos porcentuais (5,25%), ele demonstra que 4,38% são de inflação importada, 1,21% de carregamento de 2022, e 1,02% de outros fatores. A inflação de 2020/21 foi causada pelo aumento da demanda (Auxílio Emergencial), problemas de suprimentos (ruptura das cadeias de logística), explosão dos custos do petróleo e gás natural, e desvalorização do Real. Somente este último, pode ser atribuído ao governo que brincou com o rompimento do Teto dos Gastos. O preço dos combustíveis poderia ser menor, se o dólar estivesse abaixo de 5 reais, como os fundamentos macroeconômicos permitem. A inflação deve entrar em uma curva descendente e terminar o ano abaixo do limite da meta de 5,25%. Contribuirão para isto, a taxa de juros (acima de 10%), uma estabilidade do preço da energia (petróleo e eletricidade), uma redução dos investimentos aliados e uma queda no consumo.
POLÍTICA -Aqui o buraco é mais embaixo! Os ânimos estão exaltados, sendo quase impossível ter uma discussão imparcial. Empresto as projeções do Eurasia Group, conceituada empresa de geopolítica inglesa, que faz uma análise menos apaixonada. Veja:
– A democracia não está em risco no Brasil. As instituições são fortes, não havendo espaço para aventuras golpistas de qualquer orientação.- O mercado já precificou a vitória de qualquer dos dois principais candidatos. Isto significa que não vamos ter saltos no dólar, e que os investimentos serão mantidos, embora em uma escala menor do que poderia ser.- Uma vitória da esquerda levará a uma tentativa de aumento de gastos, o que exigirá aumentos de impostos. Isto não surpreende, pois como disse Konrad Adenauer, primeiro-ministro alemão após a 2ª Guerra:“A única coisa que a esquerda sabe sobre dinheiro é que tem que tirar de alguém!”- Esta eleição pode ser a última no modelo da Nova República, que teoricamente, tinha acabado com a eleição de Bolsonaro. Quem acreditou nisso se decepcionou, já que hoje, quem controlao caixa é o velho Centrão. Esta previsão não é feita pelo Eurasia, mas uma conclusão minha, baseado nos índices de rejeição de alguns “jogadores” brasileiros: Partidos Políticos 61%; Congresso 49%; STF 38%; Poder Judiciário 31%; Forças Armadas 22%. Qual a sua previsão para 2022?
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