Post INFLACAO FRETE 2111

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Por Ismar Roberto Becker

Uma das consequências da pandemia foi uma quase ruptura da cadeia de logística mundial. O modelo “just in time” de muitas indústrias implodiu. Isto terá consequências duradouras no modelo de produção “offshore” (em países de mão de obra barata) para o “nearshore” (onde o frete custa menos). A grande pergunta é: o frete marítimo voltará aos patamares de 2019?
A combinação de um boom de consumo na pandemia, com o congestionamento dos portos, fez os fretes literalmente explodir. Na média, subiram cinco vezes com relação aos preços pré-pandemia, mas no caso da China, a chamada fábrica do mundo, subiram até mais de 10 vezes. Tivemos previsões que os fretes baixaram no final de 2021, depois 2022, e agora a aposta é a metade de 2023. Estas previsões são baseadas no tempo para normalizar os estoques de containers nos portos e o carregamento e descarregamento. Atrevo-me a lembrar de que os experts podem estar esquecendo um fator: o sabor dos lucros dos grandes armadores mundiais, que vinham de muitos anos de vacas magras. Quer ver um exemplo?
AHapag-Lloyd, maior armador alemão, teve um faturamento em 2020 praticamente igual ao de 2019, mas seu lucro subiu de 155 milhões para 935 milhões de Euros. No primeiro trimestre de 2021, o lucro subiu para 1,2 bilhões de Euros.
Você acredita que uma empresa que subiu o preço em dez vezes, vê seus clientes reclamarem, mas que pagam e embarcam cada vez mais, vai baixar os preços para os valores pré-pandemia? 
#ismarbecker #inflação #economia #fretes marítimos #logística 

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