As crises econômicas e políticas não são previsíveis, nem controláveis. Às vezes, temos sinais de problemas à frente, mas uma postura de negação da realidade coletiva nos impede de tomar as medidas corretivas necessárias. Teremos duas situações de ruptura nos próximos dias. Quer conhecê-las?
A China e a Alemanha serão protagonistas de eventos históricos com consequências mundiais. A China poderá ser o epicentro de um terremoto político e a Alemanha terá que sair do imobilismo político e econômico.
A incorporadora chinesaEvergrandetem uma dívida de 300 bilhões de dólares, que representa cerca de 2% do PIB Chinês. Embora sua dívida seja com bancos locais, uma provável falência da empresa provocará um verdadeiro tsunami na economia mundial. Quem tiver ações da Vale é bom se preparar para fortes emoções.
A Alemanha vai acordar na segunda-feira, 27 de setembro, de uma verdadeira hibernação de 16 anos sob a falta de governo comandado por Angela Merkel. Na edição deste final de semana, o jornal econômicoHandelsblattresume, em tradução livre, a situação: “precisamos um programa de emergência contra a hiperburocratização, a hipo digitalização, mudança social, fiasco no combate às mudanças climáticas e uma solução para nossa posição de multilateralismo na política mundial”. Meu resumo: A Alemanha precisa de um governo que tome decisões para evitar a decadência do país.
Sei que a chance de ser massacrado pelas opiniões acima, mas lembro que não adianta matar o mensageiro das más notícias. Quem joga a primeira pedra?
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