A pandemia não causou efeitos somente na saúde física e psicológica das pessoas. Como em toda crise, ainda não sabemos como e quando chegaremos ao novo normal, e como vai afetar as pessoas e os negócios. Uma das grandes discussões está na inflação. Estamos passando por um soluço inflacionário ou ficará em um nível mais alto?
O fenômeno parecia controlado na maior parte do mundo. Até o Brasil, que por décadas conviveu com hiperinflações, manteve o controle por meio do Plano Real (1994). Certos bancos centrais (Europa e Japão, por exemplo), já estavam quase sem ferramentas para enfrentar a deflação (queda dos preços).
Alguns dos aumentos são passageiros, como fretes marítimos, determinadas commodities minerais, automóveis e outros. Da mesma forma como subiram, cairão em algum momento.
No país, o aumento da cesta básica está preocupando. Na cidade onde moro, houve um acréscimo de quase 27% no primeiro semestre. O efeito foi sentido pela base da pirâmide salarial, afetando a qualidade de vida deste grupo. Para piorar, os produtos que mais aumentaram são as commodities agrícolas (óleo de soja, carne de porco, gado e frango etc.) sem previsão de baixar nos próximos 2 ou 3 anos.
Que impacto isso terá na segurança e até nas próximas eleições?
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