“Oitenta e nove por cento dos carros novos vendidos em 2024 foram elétricos”. Você acreditaria nesta manchete?
Pois deveria, desde que estivesse falando da Noruega. Um país com 5,6 milhões de habitantes, clima, renda e matriz energética muito específicos, que vendeu cerca de 128 mil veículos no ano. Fora desse laboratório nórdico, no mundo real, o market share dos EVs continua marginal.
Mas os militantes do aquecimento global comemoram como se o planeta tivesse sido salvo. Lamento estragar a festa.
A curta história dos carros elétricos é uma combinação quase perfeita de:
- Ideologia climática.
- Miopia regulatória europeia (liderada pela Alemanha).
- Oportunismo empresarial.
- Uso ideológico da “destruição criativa” pela China.
Tudo embalado como revolução moral, cultural, ideológica.
A FALÁCIA CENTRAL
A grande mentira dos EVs é simples: a ideia de que eles poluem menos. Mentir é afirmar algo falso. Omitir é contar só a parte conveniente.
O carro elétrico emite menos CO₂ quando está em movimento. Ponto. O que raramente aparece no discurso é de onde vem a eletricidade.
Na Alemanha, por exemplo, boa parte da energia ainda vem de carvão marrom. Ou seja: o escapamento saiu da rua e foi parar na chaminé.
Quando se analisa o ciclo completo — do berço ao túmulo (cradle to grave), o cenário piora. A produção das baterias, o uso intensivo de energia, a extração de lítio e cobalto, e o descarte final tornam a pegada de carbono dos EVs muito próxima à dos carros a combustão. No caso do etanol, em vários cenários, é equivalente.
Curiosamente, os mesmos que falam em “justiça climática” ignoram:
- Os desastres ambientais na mineração,
- O trabalho precário em países pobres,
- O problema não resolvido das baterias usadas.
Silêncio total.
MARTELO, PREGO E ILUSÃO
Para quem só tem um martelo, todo problema parece um prego. O carro elétrico faz sentido em contextos específicos:
- Trânsito urbano.
- Frotas de táxi e Uber.
- Curtas distâncias previsíveis.
Fora disso, vira mico tecnológico — especialmente no Brasil, onde carro ainda é instrumento de trabalho, deslocamento e lazer.
Autonomia limitada, poucos pontos de recarga, tempo elevado para carregar e depreciação brutal transformam a emoção da compra em arrependimento caro. EVs premium com um ano de uso já aparecem à venda por metade do preço.
Não é transição energética. É marketing verde com subsídio público. A poluição não desaparece, só muda de endereço.
Você acreditou na bala de prata dos EVs?
Fontes: “O Futuro dos Carros Elétricos no Brasil” – Sergio Habib – Market Makers
“O que está acontecendo com o mercado automobilístico global” – Sergio Habib – Os Economistas.
Texto original de Ismar Becker, reescrito pelo ChatGPT.
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