A maior dificuldade de debater economia com um discípulo de Marx não é ideológica. É cognitiva. Quer saber por quê?
Chama-se Falácia da Soma Zero. Enquanto ela não é superada, o debate não começa.
QUANDO A REALIDADE É FILTRADA
“Bias” pode ser traduzido como viés, inclinação ou preconceito cognitivo.
Na prática, é uma âncora mental que impede a pessoa de processar fatos que contradizem sua visão de mundo.
No campo progressista, novo rótulo para ideias antigas, um viés aparece com frequência: a crença de que toda riqueza é extraída de alguém.
Para alguém ganhar, outra precisa perder.
A famosa “mais-valia” nasce dessa premissa. O problema é simples: a realidade não confirma a teoria.
O MUNDO NÃO PAROU EM 1848
Autores que trabalham com dados — não com slogans — mostram um padrão claro de progresso desde a Revolução Industrial.
Em Novo Iluminismo – Em Defesa da Razão, da Ciência e do Humanismo, Steven Pinker apresenta 16 indicadores objetivos: longevidade, renda, educação, violência, desigualdade e felicidade.
Não são opiniões. São séries históricas de fontes independentes.
Oded Galor, em A Jornada da Humanidade, chega à mesma conclusão por outro caminho.
O dado mais incômodo para a soma zero é este:
- Antes da Revolução Industrial, mais de 90% da humanidade vivia na pobreza extrema.
- Hoje, esse número é inferior a 8%.
Não é uma redução marginal. É um desabamento histórico. E ainda assim, há quem não consiga enxergar.
A CONTA QUE NÃO FECHA
Antes de 1800, o PIB per capita global girava entre US$ 600 e US$ 1.000 (ajustados). Hoje, está entre US$ 12 mil e US$ 14 mil, com poder de compra 20 a 25 vezes maior.
Agora, as perguntas que realmente incomodam:
- Como uma população muito maior ficou mais rica tirando dos outros, se a conta não fecha?
- Se fosse soma zero, de onde veio o ganho agregado?
- Não seria mais lógico concluir que houve criação de valor, e não simples redistribuição?
Estas perguntas não recebem resposta. Recebem rótulos.
O PROBLEMA REAL
A Falácia da Soma Zero não é uma divergência econômica. É uma disfunção analítica.
Ela transforma progresso em exploração. Crescimento em culpa. Capitalismo em pecado original.
Enquanto esse viés não é reconhecido, o debate não avança. Ele gira em círculos morais, não em evidências.
Como discutir economia com alguém que rejeita matemática, estatística e história quando elas contradizem sua crença?
Fonte: “Zero-Sum Thinking: Roots and Policy Implications” – Economics, Applied – Sandra Sequeira.
Texto original de Ismar Becker, reescrito pelo ChatGPT.
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