Uma folha em branco intimida.
Não por falta de ideia, mas porque começar é assumir risco. Decidir é abandonar outras possibilidades. E isso dói.
Por isso, procrastinamos. Não é preguiça. É medo.
O medo é um instinto vital. Ele nos manteve vivos.Nossos antepassados sabiam que sair da caverna podia significar virar presa. Essa lógica segue gravada na amígdala: lutar ou fugir.
O problema é que, hoje, fugir virou hábito. Não eliminamos o medo. Aprendemos a agir apesar dele.
The War of Art chama isso de resistência. Ela aparece sempre que algo importa. Quanto maior o desafio, maior a resistência. E ela não vem de fora. É você contra você mesmo.
Já enfrentei isso muitas vezes. Quando meu pai me colocou em um avião para a Alemanha, em 1980. Quando me jogou na água da exportação da Oxford Porcelanas. Quando mudei para a Irlanda. Quando comprei uma empresa na Alemanha. Quando comecei a escrever no LinkedIn.
Quando fui ao Market Makers.
Nunca foi ausência de medo. Foi decisão apesar dele. A resistência não se vence esperando o momento certo. Momento certo é desculpa elegante.
Como cantava Geraldo Vandré: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.
Disciplina vence inspiração.Rotina vence medo.Persistência diária transforma o amador em profissional.
Com o tempo, algo muda. A repetição cria observação. A observação cria repertório. E, quando você menos espera, a inspiração aparece — às vezes como serendipidade.
Eu não estava inspirado para escrever este texto. Quebrei a resistência ao rever uma foto feita na Represa de Chavantes, em Ribeirão Claro. Foi o suficiente.
Esta reflexão é meu presente de aniversário, para aqueles que comemoram seu aniversário hoje, no primeiro dia do ano, com a pergunta: o que você continua adiando porque ainda espera não sentir medo?
Fonte: The War of Art – Steven Pressfield.
Texto original de Ismar Becker, reescrito pelo ChatGPT.
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