INFLAÇÃO NÃO É ERRO. É OPÇÃO.

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Por Ismar Roberto Becker

“Quando os fatos mudam, eu mudo de opinião.” Por que um (des) governo keynesiano não muda de opinião sobre a inflação?

Depois da fala do presidente do Aiatolá de Garanhuns na reunião de final do ano com os ministros, ficou claro que eu estava errado. Não se trata mais de erro econômico. Trata-se de convicção ideológica.

A frase foi dita, sem rodeios:

Não tem macroeconomia, não tem câmbio: se tiver dinheiro na mão do povo, está resolvido o nosso problema. Está resolvido o problema da industrialização, está resolvido o problema do consumo, está resolvido o problema da agricultura, está resolvido o problema da inflação.”

Pronto. A inflação deixou de ser consequência. Virou solução.

DIREITOS HUMANOS DOS GOVERNANTES

O Código Penal Brasileiro, no artigo 26, estabelece que é isento de pena quem, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto, é incapaz de entender o caráter ilícito do fato. A lei não absolve o dano, somente reconhece a incapacidade de discernimento.

Aplicando esse princípio à política econômica brasileira, cheguei a uma conclusão incômoda: o “gasto é vida” não é apenas um erro técnico. É um problema cognitivo.

Pessoas com desenvolvimento mental completo sabem que não podem gastar mais do que ganham. Governos normais também. Aqueles que insistem em gastar sem limites, gerando inflação, miséria e perda de renda, não ignoram o problema, não o compreendem.

DESCONTO HIPERBÓLICO: A DOENÇA

O conceito de desconto hiperbólico, de Richard Herrnstein, descreve a preferência por recompensas imediatas, mesmo quando isso destrói ganhos futuros.

Uma barra de chocolate agora ou duas amanhã? Crianças escolhem agora. Governos populistas também.

No Estado, o desconto hiperbólico vira política pública: gastar hoje, colher votos agora e empurrar a conta para depois, via inflação, impostos ou dívida.

O CASO BRASILEIRO (DE NOVO)

A Nova Matriz Econômica seguiu exatamente esse roteiro: gastos explosivos, subsídios, renúncias fiscais, controle de preços e intervenção cambial. Criou-se uma festa artificial de consumo que rendeu votos e depois a maior inflação, recessão e desemprego da história recente.

O povo, também acometido do desconto hiperbólico, aproveitou a festa. A conta veio pesada.

Hoje, todas as tentativas estão sendo feitas para repetir o erro. A diferença é que agora ele é assumido publicamente.

Os sinais já aparecem:

  • Juros exorbitantes
  • Recuperações Judiciais em massa
  • Estatais no prejuízo

A boa notícia é que a caixa de ferramentas neo keynesianas é menor do que em 2010. A má notícia é que o diagnóstico continua inexistente.

O governo não apenas causa inflação. O governo escolhe a inflação e ainda a apresenta como solução.

Entendeu agora por que o governo é culpado, mas nunca se sente punido?

Texto original de Ismar Becker, reescrito pelo ChatGPT

#ismarbecker #inflação #Populismo #PoliticaFiscal #economia #juros

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