O passado já foi. O futuro virá. O que faço no presente? Vale a pena perder tempo remoendo o passado?
Pensei neste dilema quando decidi tirar umas férias do LinkedIn, após mais de três anos escrevendo diariamente. A resposta veio de uma combinação de inspiração (rever materiais postados) com utilização da tecnologia (IA).
Nas próximas duas semanas, vou postar temas que comentei aqui e que me parece que vale a pena ver de novo. Neste período, vou me dedicar a mexer com areia da praia, com vidro (da garrafa de vinho), alumínio (da latinha de cerveja) e com os livros que separei para ler. Esta rotina estafante somente será interrompida pelos meus dois netos, que vou curtir até cansar.
Como não quero trabalhar, convoquei meu amigo (sic!) ChatGPT para reescrever materiais que postei nos últimos anos. Espero que vocês gostem.
Vamos começar com o dilema do alpinista.
O objetivo do alpinista não é chegar ao topo. É descer em segurança e escolher outra montanha.
Ficar no cume é uma ilusão confortável. Lá é frio, falta ar e, principalmente, não há futuro. O problema não é subir. O problema é achar que a vida termina lá em cima.
Passei muitos anos subindo a primeira montanha. A dos desafios profissionais, do dinheiro, do status e do reconhecimento. Alguns chegam ao topo, outros ficam pelo caminho. Muitos chegam… e descobrem que a vista não compensa o esforço. Ainda assim, insistem. Acreditam que aquela é a única montanha possível.
Quase ninguém desce por decisão própria. A vida costuma empurrar. Doença, morte na família, desemprego, falência ou a perda da agilidade mental fazem o trabalho sujo. Estou vivendo uma situação assim agora. Uma doença na família acelerou uma decisão que eu já vinha amadurecendo: descer a montanha do hiperindividualismo.
A segunda montanha é diferente. Ela é mais alta, mais difícil e não aceita vaidade. Nela, o pico importa menos do que o caminho. A paisagem conta mais do que a chegada. E as pessoas importam mais do que qualquer conquista isolada.
Hoje, meus compromissos são claros. Mais presença para a família e para a parceira. Uma vocação que assume novos papéis, apoiada na inteligência cristalizada da experiência. Crenças ancoradas na filosofia, especialmente no estoicismo. É um compromisso com a comunidade, como dizia meu pai: fechar a contabilidade da vida, devolvendo o muito que recebi.
A pergunta não é quantas montanhas ainda existem. A pergunta é: em qual você está — e por que ainda insiste em fingir que não sabe?
Fonte: The Second Mountain – The Quest for a Moral Life.
Texto original de Ismar Becker, reescrito pelo ChatGPT.
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