Mudanças em uma empresa familiar exigem um equilíbrio entre preservar o legado ou manter um museu. Como fazer isto?
Quantas vezes você ouviu frases como: “Isto aqui não se muda”, “Sempre fizemos assim”, “Melhor não mexer nisso”, “O finado chefe não faria isso”.
Estas frases são das famosas Vacas Sagradas, pessoas ou processos, com os quais ninguém pode, ou quer, mexer. Em empresas familiares, o problema é ainda maior. Algumas destas vacas pastaram com familiares por décadas. São vacas amigas do peito.
Na minha carreira atuando em empresas familiares, ou vendendo para elas, encontrei todo tipo de vacas. Algumas conseguiram quebrar empresas símbolo do setor, outras continuam tentando.
Para reciclar minha inclinação de açougueiro, busquei alguns conceitos do manual do assunto: “Sacred cows make the best burgers”.
TIPOS DE VACAS
– De processo: rotinas ultrapassadas.
– De política: regras não escritas.
– De produto: já morreram, vendem pouco, mas ninguém tira do portfólio.
– De pessoas: os matusaléns mentais (não é etarismo!) quase mitológicos.
– De estrutura: departamentos mantidos só por tradição.
COMO MATAR AS VACAS
– Identificar: tentar descobrir os dogmas, premissas e crenças escondidas.
– Desconstrução: perguntar por que fazemos assim, até o interlocutor não ter mais argumento. Na dúvida, consulte o método socrático.
– Impacto: o que aconteceria se a pessoa, o processo, a norma não estivessem aqui. Que falta faria?
– Substituição: se algum procedimento é necessário, simplifique e teste um novo, menos complexo ou mais barato.
– Comunicação: explique detalhadamente as razões da mudança. Não aposte, contudo, que convencerá todos. Em alguns casos, tem que chamar o açougueiro.
Como você convive com suas vacas sagradas?
Fonte: “Sacred Cows Make the Best Burgers” — Robert Kriegel & David Brandt.
#ismarbecker #EmpresaFamiliar #gestão #inovação #legado



