DESTRUINDO O BRASIL CRIATIVAMENTE

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Por Ismar Roberto Becker

O Prêmio Nobel de economia de 2025 reconheceu que o crescimento econômico é impulsionado pela inovação. Como está o Brasil no quesito inovação?

No ano passado, Acemoglu e Robinson ganharam o Nobel defendendo que instituições inclusivas eram os pilares do desenvolvimento. Os três vencedores de 20925, Mokyr, Aghion e Howitt, aprofundam esta tese, agregando inovação e acúmulo de conhecimento. Os principais fundamentos das suas teses são:

1) Motor do crescimento.

– Instituições inclusivas: garantem direitos, liberdade econômica, competição e incentivos para inovar e investir.

– Inovação e destruição criativa: novas tecnologias substituem as antigas, realocando recursos e aumentando a produtividade.

– Acúmulo e difusão de conhecimento útil: integração entre ciência, técnica e cultura de experimentação.

2) Condição necessária para o modelo funcionar.

– Estado de direito, pluralismo político, segurança de propriedade, mobilidade social e econômica.

– Ambientes competitivos, mercados abertos, liberdade de entrada de novas firmas.

– Educação técnica, cultura de curiosidade, tolerância ao erro e liberdade intelectual.

3) Ameaças ao crescimento.

– Instituições extrativas, corrupção, concentração de poder, captura política.

– Monopólios, ausência de concorrência, protecionismo, burocracia que bloqueia novas empresas.

– Censura, autoritarismo intelectual, ausência de difusão de conhecimento.

E O BRASIL?

Avaliando o Brasil nos quesitos liberdade econômica, incentivos para investir, aumento da produtividade, mercados abertos, liberdade intelectual, corrupção, captura política do Estado, burocracia, seguramente estamos na zona de rebaixamento da segunda divisão.

Se estamos mal em todos os pontos acima, o pior de todos é um pilar de um modelo ideológico de poder: manter o povo na ignorância. Segundo o INAF 2024/25, 29% da população de 15 a 64 anos está em condição de analfabetismo funcional (soma dos níveis “analfabeto” e “rudimentar”).

Como o Brasil conseguiria crescer, seguindo as premissas dos últimos prêmios Nobel, se o Aiatolá chefe da seita do Gasto é Vida depende de ignorantes e estado-dependentes para se reeleger?

Fontes: “El Nobel de Economía, un galardón al estudio de la prosperidad” – El País; Why Nations Fail – Acemoglu e Robinson.

#ismarbecker #Liberdade #Democracia #Economia #Inclusão #Populismo

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