O comunismo sempre vendeu sonhos. Na China, não é diferente. Quer ver como, mesmo quando se transvestem de capitalistas, eles não deixam de vender sonhos?
A venda de sonhos, no caso da BYD (Build Your Dreams), é tão explícita que está no nome. Um equivalente político no Brasil seria ‘Gasto é Vida’, de um (des)governo que vende sonhos, mas não entrega. O sucesso da empresa aparenta ser tão turbinado como o doping, o desempenho de Ben Johnson no atletismo e Maradona no futebol. Vamos às provas que o Fernando Ulrich tirou do balanço da BYD que comprovam o embuste do modelo econômico da empresa e do modelo chinês.
– Pagamentos de atividades diárias: alguém já viu isto em algum balanço? Pois esta é a rubrica para uns 25% do lucro da BYD em 2024. Em outras palavras, dinheiro estatal injetado explicitamente no negócio.
– Prazo de pagamento fornecedores: enquanto as companhias estrangeiras pagam os fornecedores chineses em 30 ou 60 dias, a BYD pagou em 275 dias em 2023.
– Fluxo de caixa: de 2010, quando abriu seu capital, atraindo até Warren Buffett, até 2025, a BYD gerou um caixa livre de uns 13,9 bilhões de dólares. Tirando o efeito do aperto nos fornecedores, este número cai para 5,2 bilhões negativos. Para efeito de comparação, a Tesla gerou um caixa livre acima de 16 bilhões. Será que foi por isto que o Buffett se livrou das ações da BYD?
Ninguém duvida de que a China seja a fábrica do mundo, que dizimou concorrentes em todos os países. Ninguém duvida, também, que o modelo comunista chinês é muito mais eficiente do que o da falecida URSS. Ninguém duvida de que este modelo tenha tirado milhões de pessoas da pobreza, embora muitos sejam verdadeiros escravos modernos, sem direitos trabalhistas, sem sindicatos, sem SUS ou Previdência Privada. Os mais ousados poderiam dizer que é um grande Bolsa Família, onde o beneficiário tem que trabalhar.
A pergunta de bilhões de yuan é: quanto tempo para o modelo implodir?
Fonte: “O setor automotivo da China já tem sua “Evergrande”, diz CEO da GWM – Fernando Ulrich.
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