A velhice é a estação da reflexão, a juventude da ação. Como combinar as duas?
Este post não é recomendado para menores de 60 anos. Pode produzir efeitos colaterais antecipados. Como já passei faz algum tempo dos 60, conheço bem o que significa etarismo e como tratar com este preconceito.
Seguindo os ensinamentos de estoicos, acredito que o etarismo é uma opinião dos outros, não um fato. Não posso negar o preconceito, mas me recuso a deixar que isto me perturbe. Procuro fazer como Marco Aurélio: “vivendo segundo a razão, não as paixões, que dominam a juventude”.
Alguém pode dizer que isto é bonito na teoria, mas não paga as contas do final do mês, com o que concordo. Por isso, sigo dois conselhos mais práticos, que são:
- INTELIGÊNCIA FLUIDA x CRISTALIZADA
Estes dois tipos de inteligência são como o Yin e o Yang da filosofia chinesa, que são forças opostas, mas que se complementam.
A inteligência fluida é a capacidade de raciocinar rapidamente, resolver problemas novos. É dinâmica, criativa, intuitiva, característica da juventude. Após os 30 (+-), vai decaindo, o que talvez justifique, parcialmente, o etarismo. A cristalizada é a capacidade de aplicar conhecimentos acumulados, julgamentos, cultura, que se acumula com o passar do tempo. Ela é mais reflexiva e pode ser desenvolvida com o tempo.
- SCRINBENDI CACOËTHES
Faz tempo que fui acometido por esta mania, que encontrei no livro “Uma história da velhice no Brasil”. A expressão em latim significa vício, ou mania, de escrever.
Comecei escrevendo colunas semanais sobre política e economia em um jornal local em 2013. Faz uns três anos que escrevo regularmente aqui, no LinkedIn. Comecei escrevendo para os outros. Com o tempo, aprendi que escrevo para mim mesmo, lembrando e aprofundando a experiência que construiu minha Inteligência Cristalizada, e que pode ser útil na carreira de mentor e conselheiro.
Uma frase do filósofo Montaigne resume por que sofro do Scribendi Cacoëthes: “Escrevo para me ocupar comigo mesmo; se o mundo cair, eu ao menos saberei como cair”.
Combinando estes dois conselhos, sigo um do mestre Renato Bernhoeft, que diz que “a maturidade traz consigo a capacidade de olhar o todo, enquanto a juventude ainda busca o seu lugar nele.
Você é um moço-velho ou um velho-moço?
Fonte: Uma história de velhice no Brasil, de Mary Del Priori.
#ismarbecker #motivacao #Etarismo #Velhice #LifeLongLearning



